29 mai 2015

Nível de Inglês

Categoria: Au Pair is..., Dicas

Por:

Oiii Meninas!!

Bom hoje vim para falar sobre um assunto bem questionado no nosso mundo de au pair, a questão do nível requisitado de inglês. Vamos lá, em relação a agência acredito que muitas sabem que vocês precisarão passar pelo ITEP – um teste de inglês para verificar o seu atual nível de inglês e que não é um bicho de sete cabeças como todo mundo pensa. Você precisará tirar no mínimo 3 nesse teste para conseguir ficar online pela a agência e provavelmente se ficar com uma nota 3 receberá a ligação de Londres perguntando algumas coisas para ver realmente se você consegue se comunicar. Eu não tenho tantos detalhes desta parte, pois não recebi a ligação e fiquei com um nível avançado – na época.

Mas a grande questão é, quanto melhor seu nível de inglês, melhor será seus primeiros meses aqui em relação a comunicação. Eu fiz anos de inglês no Brasil, conseguia escrever bem, ler, mas falar era muito complicado, achava que era tranquilo, até pisar no aeroporto em NY. Quando comecei a ver todos aqueles americanos, percebi que meu inglês era péssimo e senti muuuuita dificuldade. Se meu inglês fosse melhor, ficaria mais tranquila, mas não foi o caso haha. Então recomendo que vocês estudem e se dediquem sim antes de vir, porque claro que será mais fácil.

Depois de 1 ano e 2 meses vivendo aqui percebi o quanto meu inglês mudou, hoje eu consigo entender a maioria das conversas, conversar normalmente, ler e escrever, e estou bem mais aliviada.  Maaaaas é claro que ainda quero melhorar, e isso só vai acontecer com dedicação da minha parte. E eu sobrevivi haha, então eu acredito sim que uma pessoa com o inglês intermediário consegue se virar, mas tenha em mente que quanto menor o seu nível de inglês, mais complicada as coisas podem ser. Se você acha que seu nível de inglês é fraco, dica: deixe bem claro para a família, não vá estudar horrores para se sair bem no inglês no Skype, e depois chegar aqui e travar totalmente, muitos rematches acontecem por isso, pois a família acha que a au pair não tem capacidade para cuidar das crianças. Então vale ser bem honesta quanto a isso! É melhor arranjar uma família que entenda isso, e te ajude sempre, do que uma que vá pedir rematch na sua primeira dificuldade com o inglês.

Então, não desista! Estude e vá em frente! Aqui você conseguirá melhorar seu inglês sim e muuuuito!! Nada melhor que o contato diário com a língua!! :)

Dúvidas só perguntar! Beijao!

 

 

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28 mai 2015

Familia Judia/Kosher

Categoria: Au Pair is..., Cultura, Dicas

Por:

Oi oi meninxs. hoje vim falar sobre como é morar com uma familia que segue a alimentação kosher. Bom, quando ainda estava no Brasil nunca tive contato com nada disso, entao sabia beeeeeem pouco. Mas, quando cheguei aqui minha host family me explicou e é mais simples do que parece. O básico é: não pode misturar dairy and meat (derivados de leite com derivados de carne), então na casa vai ter tudo separado, pratos, talheres, panelas, pias… numa familia mais tradicional eles teriam ate geladeiras e fogoes diferentes, mas aqui eles nao são tão restritos.
No comeco foi um pouco dificil pq vc tem q saber oq eh dairy ou não, por exemplo, vc ta comendo carne no jantar, tem q tomar cuidado pra nao por um molho na salada que seja dairy.
Ha, e outra coisa é o tempo entre uma refeição e outra, se comeu carne agora tem que esperar um determinado tempo pra comer qualquer coisa dairy, e a mesma coisa ao contrario. E familias mais tradicionais não vão fazer NADA (dirigir, usar eletronicos..) depois do por do sol na sexta ate o por do sol no sabado.
Parece complicado, mas da pra aprender rapidinho.

É isso por hj, bjssssss.

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26 mai 2015

Posso comer carne em uma family vegetariana?

Categoria: Au Pair is...

Por:

Ooi gente! Saudades de postar aqui!

Essas duas semanas foram loucura total!!! Trabalhei bem mais e como estou estudando, acabei me perdendo com os posts,mas agora voltei (EEEEEEEEEE!!!)

Bom, hoje quero falar com vocês sobre algo que muitas meninas me perguntam: Não é difícil viver em uma família vegetariana?
E a resposta (como sempre) é: depende! haha
Confesso que não sabia que  a minha família era vegetariana até depois do match, eu morei sozinha muito tempo, então tava acostumada a comer “o que tinha” e não tenho frescura nenhuma pra comer nada (menos azeitona, too much!). Então, durante os skypes, minha host sempre me perguntava se teria algum problema com comida e tal e eu sempre negava. E, além disso, desde o começo eles deixaram bem claros que eu poderia comprar e comer carne a vontade aqui em casa.

Mas, a realidade é sempre outra…
Carne aqui nos EUA é quase artigo de luxo de tão caro. Então, quando cheguei aqui senti uma falta incontrolável de carne nos primeiros dias… no Brasil,costumava comer carne (de qualquer tipo) até umas quatro ou cinco vezes por semana, é até um pouco exagerado, mas  era o que costumava ter sempre nas refeições.  Então, depois de um tempo decidi que seria bom (e saudável e até mais humano) reduzir esse consumo doido de carne e, desde então, salvo algumas exceções – quando janto fora, ou quando alguém traz algo não vegetariano -, eu só como carne no domingo (que é normalmente quando não como em casa).
Desde então me sinto bem melhor! Óbvio que são casos e casos e a dieta vegetariana da minha família me  possibilita isso porque aqui sempre tem muita variedade de outros alimentos (legumes, queijos, pães…) e ás vezes até pizza só com queijo e molho (que enjoa depois de um tempo, confesso).

Então é isso, galera! Não vale a pena colocar essa questão da dieta quando falar com alguma família (mas também é importante deixar claro). As famílias costumam ser muito receptivas quanto a isso, e você pode inclusive mudar antigos hábitos como eu fiz aqui! :)
Aliás, aproveitando o assunto do post, queria muito que vocês conhecessem um projeto muito bacana chamado Segunda sem Carne , como o próprio nome já diz, esse projeto reflete sobre o consumo exagerado de carne.
http://www.segundasemcarne.com.br/o-que-e-a-campanha/  ou a versão em inglês (apadrinhada pelo Paul McCartney http://www.meatfreemondays.com/

Independente de topar ou não, a ideia por trás do projeto é muito legal e vale a pena ser divulgada!
E você? Já morou com alguma família vegetariana?
Deixem aí nos comentários ^^

BeijoBeijoBeijo

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25 mai 2015

Fazendo as Malas

Categoria: Au Pair is..., Dicas

Por:

Claro que todas enlouquecemos quando temos de selecionar nossos tão amados itens de sobrevivência para levar em uma viagem. E quando esta viagem será praticamente uma mudança de casa, aí o bicho pega. Sim meninas, também pirei… :o

E foi assim que me “mudei” para os EUA

Vou tentar ser objetiva com as minhas dicas. Minha experiência me mostrou que muito do que eu trouxe foi inútil, e muito do que deixei poderia ser utilizado aqui. Como vim no inverno (fevereiro), foquei toda a energia da minha mala em carregar roupas de frio. Grande erro, pois embora não pareça, o calor também chega por aqui. Então vamos lá, vou separar minha opinião por tópicos:

* O que eu trouxe:

-presentes e mais presentes (que ocuparam 60% da mala e não agradaram ninguém, mas eu falo sobre isso em outro post)

-todas as blusas de manga comprida do meu guarda-roupas

-um estoque de meias e calcinhas

-duas calças jeans

-um coturno, uma suposta bota de neve que congelava meu pé, uma sapatilha, uma sandalha, dois pares de chinelo havaianas, um tênis.

- um casaco de frio by Walmart Brasil

-”frufrus” de decoração para meu novo quarto (fotos e mais fotos, coisas de pendurar, de dar cheiro, etc).

-Alguns livros que eu julgava importantes

-Meu smartphone, minha câmera DSLR (que tinha sido comprada há uns 6 meses apenas)

- Algumas pouquíssimas peças de roupa de verão que peguei correndo na última hora

-remédios para todas as doenças que eu já conheci na vida

-Cosméticos de uso pessoal essenciais para minha sobrevivência

*O que eu fiz certo:

-acho que uma decisão acertada foi não trazer computador, tablet e outros eletrônicos. Quer dizer, eu já estava guardando dinheiro há dois anos pre comprar outro computador aqui, então deixei o meu velhinho em casa. Mas mesmo pra quem tem note novo, as vezes compensa vender no Brasil e comprar outro aqui, porque é mesmo muito barato. Ótimos modelos estão disponíveis no mercado por 300, 400 dólares (tudo muito relativo com a configuração, loja, etc.). Claro que pra quem vem querendo Apple, a verdade é uma só: você vai pagar o preço! Muito mais barato que no Brasil, claro, mas ainda assim caro, se comparado com outros modelos.

-calcinhas e sutiãs: leva um tempo pra você achar seu tamanho e se adequar aos novos padrões de medidas. Se você tem o suficiente para sobreviver por uns meses, poderá fazer uma escolha muito mais efetiva no futuro.

-meu casaco by Walmart: comprei outros dois casacos quando cheguei, mas não acertei na escolha e só gastei dinheiro. Quem me salvou do frio foi o casaco do brasil.

-remédios! Sim, essa é a decisão mais acertada que você poderá fazer! Traga pra tudo, comprar aqui é caro e burocrático.

* O que eu mudaria na minha escolha:

-traria mais calças jeans! Sim, o mito é verdadeiro, toda brasileira que eu conheço aqui, reclama do mesmo problema com as calças: justa nas pernas, larga na cintura! Hoje finalmente aprendi a comprar e consegui encontrar alguns modelos para o meu corpo, mas fora 4 meses de muita frustração.

-Traria muita comida… Sabe aquele feijão que você adora? Traga! O achocolatado, chocolate, bombom, paçoca, tapioca, seja o que for, se você gosta, e tem como trazer, então traga, pois vai fazer falta.

-Não traria tantos presentes, pois a maioria das famílias aqui já tem tudo, e se já tiveram outra Au pair do seu país, como no meu caso, qualquer coisa “típica” que você leve já não será mais surpresa. Então é só uma lembrancinha cada um, e ta bom demais!

-Não traria muita maquiagem (tem um monte aqui, bom e barato)

-Não traria tantos produtos de cabelo (tem muitos aqui, bons e baratos)

-Traria meus hidratantes e perfumes da natura/boticário/whatever (embora tenha um monte aqui, os bons não são tão baratos assim, e os populares de mercado não me agradam no cheiro. Claro que esta é a minha opinião).

-Roupa de ginástica (as boas são caríssimas)

Gente, essa questão de roupa é bem relativa e pessoal na verdade. Eu sou o tipo de pessoa econômica, que guarda metade do pagamento sempre que recebe e planeja tudo com cuidado. Acho caro pagar 50 dólares numa calça, 80 num sapato… Enfim, mas isso vai de cada um. Claro que todas queremos coisas bonitas e de marca no nosso guarda-roupas, mas se soubermos pesquisar e tivermos paciência de esperar, da pra ter o melhor dos dois mundos. Por isso se você vem preparada para sobreviver com suas roupas sem ter que sair comprando loucamente a hora que chegar, dá pra comprar uma ou duas peças novas por semana e ir renovando o armário aos poucos – até porque tem o ano todo pra comprar, e se você fizer isso na primeira semana, até a ultima já não vai ter mais espaço pra guardar tudo e então começa a dolorosa sessão de desapego de novo.

É isso aí, espero ter ajudado de alguma forma. Em um próximo post compartilho minha experiência com lojas e preços… ;)

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25 mai 2015

O Início do Começo

Categoria: Au Pair is..., Dicas, Medo

Por:

Oi gente,

Eu queria começar escrevendo sobre comida, cultura, idioma, dates… Mas como este é meu primeiro post, e eu sou uma pessoa sistemática, sinto que devo começar do começo! Então vou compartilhar de forma resumida a minha decisão e vinda pra cá.

Claro que a minha decisão de ser Au Pair partiu do clássico desejo de viajar, conhecer gente nova, novas experiências e blá, blá, blá. Ninguém acorda um dia e decide ser “babá” como profissão (nada contra caso alguém faça isso, claro!). Dediquei um ano de minha vida fazendo pesquisa de intercâmbio nos mais diversos tipos de agência, até que encontrei essa opção. Como eu estava no meu terceiro ano de pedagogia, estudando para trabalhar com crianças – embora o único contato que eu havia tido com as mesmas até então era por meio de textos e observação em estágio – decidi que eu era a pessoa certa para viver essa aventura. Escolhi a Experimento como agência, pois era a agência representante da APIA no Brasil, sendo esta uma das maiores e melhores agências de intercâmbio para Au Pair do mundo todo.

Comecei os preparativos com a agência no final dos meus vinte um anos, e fui ficar online para as famílias com vinte e dois. Acontece que no mesmo período em que começaram a aparecer famílias no meu perfil, fui chamado por um concurso público da minha cidade para trabalhar como professora efetiva na rede municipal, função essa para a qual eu tinha estudado. Como boa “interiorana” pacata que era, claro que aceitei o emprego e deixei o grande sonho de viajar em “stand by” por um tempo. Como estava focada no novo emprego, não dei muita atenção ao processo de escolha. Demorava pra responder os emails das famílias, ou respondia tudo muito superficialmente. Enfim, hoje vejo que não era a hora certa para mim. Resultado: depois de um ano online sem nenhum match, a experimento cancelou meu perfil.

Acontece que no decorrer desse um ano, eu fui percebendo que o estável emprego dos sonhos não era tão lindo assim, e a vida foi ficando cada vez mais chata, mesmo com mais dinheiro (mais que no emprego anterior, mas não muito). Então, eu já com 23 anos, pedi para que a experimento me deixasse fazer um novo perfil, pois queria persistir no meu objetivo.  Então refiz meu perfil (com muito mais experiência e qualificação depois de um ano trabalhando com crianças), e depois de mais ou menos 6 meses consegui ficar online novamente. Não demorou três dias para que a primeira família me procurasse. Pareciam ser muito fofos, fizemos um skype, trocamos uns dois emails, mas nada de resposta… Depois de uma semana ela simplesmente saiu do meu perfil, sem nenhum tipo de explicação ou consideração por mim (portanto não se preocupem se isso acontecer com vocês!).  Eu fiquei arrasada. As coisas estavam cada vez mais difíceis no meu trabalho, e eu não via a hora de “sumir” pra longe. Acho que fiquei umas duas semanas sem ninguém, até que a segunda família apareceu. Não sei se foi “feeling” ou desespero pra ter um match logo, mas depois de 2 skypes e uns 4 emails, recebi a confirmação de match (justamente no dia do meu aniversário de 24 anos! E foi tudo tão perfeito, que tive 3 meses para me preparar no Brasil, terminar meu ano escolar, receber minhas férias… Coisa de “escrito nas estrelas”.

Aí, quando a gente fecha com uma família e tem uma data de embarque definida, a Experimento manda o contato de outras meninas que estarão embarcando com você no mesmo dia, o que nos possibilita trocar experiências, medos, ansiedades…  Enfim, elas tornaram todo o processo de embarque e treinamento no hotel muito mais simples e feliz.

Minha host family não ficava me mandando email ou mensagens enquanto eu ainda estava no Brasil, depois de ter fechado o match, diferente do que acontecia com algumas meninas que vieram comigo. Também não me enviaram presentes ou cartão no hotel. Quando percebi o que as famílias das outras meninas faziam por elas, comecei a me preocupar em ter feito uma má escolha. No entanto, hoje vejo que minha host family é uma das melhores que poderiam existir (a melhor do meu cluster, segundo minha LCC). Eles não são tão diplomáticos ou carinhosos como outras famílias, mas me proporcionam tudo o que eu necessito para me sentir segura e confortável aqui. Mas vou deixar para falar sobre eles em um outro post.

Bom, é isso aí, agora já me sinto confortável para falar sobre mala, comida, date ou whatever! lol   Me aguarde! ;)

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