10 dez 2015

Quando me perdi…

Categoria: Atividades, Au Pair is..., Dicas, Medo, Viagens e Passeios

Por:

AUPAIRIS

Quando me perdi de mim, decidi encarar isso de frente e aceitar o fato de que perdas eventualmente culminam em encontros. Tracei um plano de sobrevivência que me faria enxergar o futuro com meus pés doloridos do agora e sem perceber, minha vida por si só, em um movimento apenas biológico que imita a cura de uma ferida física visível, foi curando pouco a pouco meus machucados internos que ninguém fazia ideia que estavam ali. Foi dolorido, mas libertador. É preciso se atirar no mar quando nossa alma cansada de lama, pede para se banhar em água viva. Já diziam os curandeiros que sal serve para espantar todos os males que carregamos nessa vida. No meu caso, me atirar não foi preciso. Eu simplesmente mergulhei de cabeça. Foi necessário e me curou. Cada um sabe o machucado que mais dói, e não preciso expor o que aconteceu naquela época que tirou minha liberdade de respirar o ar mais puro que meus pulmões aguentavam. Mas foi-se. E só quando me perdi, pude descobrir a outra vida que existia aqui fora. Fora da caixinha de achar que tudo tinha que ser como eu gostaria que fosse, fora das visões preconceituosas que todo ser humano carrega por sina, fora de todo o medo de tentar algo diferente e fracassar. E a vida de intercâmbio me trouxe a maior certeza que alguém poderia me dar: nada pode ser tão perda que não te dê a chance de se reencontrar de novo.

Por Beatriz Bigarello

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18 nov 2015

Para Au Pairs, cidadãs do mundo e a quem mais possa interessar

Categoria: Au Pair is..., Dicas, Medo

Por:

Querida você,

Eu sei que seus sonhos te dão medo. Mas você não era tão medrosa assim quando tinha cinco anos e lutou com a coleguinha do jardim de infância porque queria brincar de esconde-esconde e ela de casinha. Eu sei que tudo parecia tão mais fácil antes do que agora, porque você não tinha responsabilidades e nem escolhas a fazer. Aí é que você se engana. Seus pais acharam um máximo quando você disse o nome deles pela primeira vez aos dezoito meses, sendo que a maioria das outras crianças aprendeu um pouquinho mais tarde. Foi você. Quem teve a coragem, mesmo que inconsciente, de fazer diferente quando poderia ter sido igual aos outros.

Não estou dizendo que ser igual todo mundo seja ruim, mas sabe, teria sido um grande desperdício de espontaneidade guardar suas primeiras impressões da vida porque nem todo mundo estava pronto, mas você estava. É sobre isso que estou falando. Por mais que todas as outras pessoas te digam sobre o melhor caminho a ser seguido, é dentro do seu silêncio que a verdadeira resposta grita e deve ser exatamente por esse motivo que te abala tanto. O barulho incomoda, mas não tira o sono. O silêncio sim. E você será eternamente condenada pela sua mente que ecoará aquele “e se” capaz de destruir qualquer outro projeto futuro.

Se tiver que ir, vá. Se tiver que ficar, fique. Mas em paz. Foi a partir de uma decisão que sua história começou e a partir de outra que ela termina. Permitir que o medo do novo tire o gostinho do sucesso da boca não é corajoso, mas o que eu realmente quero dizer é: se ainda preferir não sentir esse gosto, tudo bem. Foi a sua escolha, e não ousou ser menos doce por isso. Tudo bem. Eu te entendo. Não existem escolhas perfeitas, mas certas. Para o momento, a vida, o namoro, o emprego e até mesmo para quem você quer se tornar. Foi por isso que chegou até aqui, então seja qual for a decisão que tomar, tenha coragem. Porque se eu pudesse te dar apenas uma coisa no mundo todo, seria isso: coragem.

Ass. De alguém que tenta ter coragem, mas que ainda assim, falha. Podemos tentar juntos, porque não?

Por Beatriz Bigarello

se eu pudesse te dar apenas uma coisa no mundo todo, seria isso- coragem

 

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21 ago 2015

E a coragem?

Categoria: Au Pair is..., Medo

Por:

Hello Everyone,

Uma das coisas que canso de ouvir é: Nossa Anne, como você teve coragem? De largar tudo e ir para os USA ?

Na verdade não tive coragem nenhuma, só tive vontade mesmo.  Só me dei conta da merda que eu estava fazendo quando embarquei no JFK em Nova Iorque. Foi tipo, O que eu estou fazendo aqui?! FUD***

Lembro que sai de São Paulo, toda minha família estava comigo no aeroporto. Estava chorando horrores, com o coração na mão e o medo de partir. Mas sempre vinha na minha cabeça que amanhã estaria realizando um dos meus maiores sonhos.

Então tive aquele frio na barriga, aquela sensação boa ao passar o portão de embarque. Estava triste ao deixar minha família, e muito feliz ao mesmo tempo por estar conquistando um sonho.

Eu sempre lutei por tudo que quis. Meus pais sempre ajudaram no que puderam. Mas para poder vir cá, eu tive que conquistar. Paguei por tudo, trabalhei duro, estudei pra caramba. Mas além de tudo isso eu nunca tive coragem nenhuma. Nunca me imaginei vivendo sem minha mãe. Chorava toda vez ao pensar que deixaria minha cachorrinha para trás. Queria morrer ao ter que pensar que iria viver sem os meus pais.

A única coisa que tive foi a vontade. Vontade de falar inglês, de amadurecer, de ter uma vida melhor. Vontade de conhecer os EUA. Vontade de encarar o mundo.

E cá estou eu. Sozinha e feliz, aprendendo a viver por mim mesma. Sem a minha mãe ( o que eu achava que fosse impossível de acontecer) E mais que feliz com a minha vida.

Não deixem a a falta de coragem vencer vocês. Deixe que sua vontade seja maior que sua coragem. E venha viver essa experiência inesquecível. Sem medo

 

Beeeijos,

 

 

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16 jun 2015

Sobre comida… Será que engordarei?

Categoria: Au Pair is..., Cultura, Dicas, Fotos, Medo, Saúde e Bem-estar

Por:

Reza a lenda que se você ficar nos EUA por mais de um mês, engordará a ponto de ficar irreconhecível. Será isso uma verdade ou um https://www.acheterviagrafr24.com/achat-viagra-en-ligne-sans-ordonnance/ mito? A comida nos Estados Unidos engorda? Não querida, a comida não engorda. Quem engorda somos nós que a comemos! kkk

Brincadeiras a parte, vou contar um pouquinho da minha experiência com alimentação e peso até agora. Primeiramente, faz-se necessário admitir que nunca fui um poço de magreza. Tá bom, eu admito, nunca fui magra! Sério, não sei o que é isso. Tenho problemas com medidas desde que aprendi a contar (e a fazer comparações). Diz minha mãe que nasci com dois quilos, mas como eu não conseguia aproveitar a minha magreza naquela época, isso não conta. Já fui mais e menos pesada no decorrer da minha vida, sempre variando entre gordinha, fortinha, fofinha, cheinha, e todos os “inhas” ofensivos que se pode imaginar.

Antes de vir para cá, estava super animada com o fator peso e comida. Sempre ouvi e acreditei que 80% dos americanos eram obesos, então pensei que me sentiria em casa. Sempre passava pela minha cabeça “vou ser miss naquele lugar”. De fato eu sou, mas não no sentido brasileiro. Para minha surpresa, as pessoas que encontrei na minha região (e na maioria dos lugares por onde passo) são magras e saudáveis. Sério, de um jeito que chega a ser irritante! Todos aqui parecem estar preocupados com a alimentação e as ruas vivem repletas de pessoas caminhando e correndo, das mais variadas idades. A verdade é que me senti mais excluída dos padrões de beleza do que me sentia no Brasil. A única vantagem de ser gorda aqui é que a maioria das lojas de roupa tem setor “plus size”. Claro que é só um cantinho no fundo da loja com umas poucas opções, mas ainda assim é bem melhor que no Brasil, e o estilo é mais moderno e descolado. Mas ainda assim, somos um setor descriminado.

Porém, voltemos ao que interessa neste post: a comida! Bom, minha host family tem um padrão alimentar bem saudável, e pelo que eu converso com minhas amigas por aqui, é mais ou menos o mesmo esquema na maioria das famílias. Eles costumam comer em poucas quantidades, várias vezes ao dia, vários snacks. O café da manhã aqui em casa costuma ser cereal, toast ou ovos. Aliás, um fato interessante é que todo o pão que eles comem aqui, passa pela tostadeira antes (por isso todo pão vira toast). Mas não é torrada como a gente costuma comer no Brasil, dura e crocante. Eles torram bem pouco o pão aqui, só pra dar uma esquentada e ficar mais “firme”. no almoço geralmente eles comem qualquer coisa, não tem uma regra. O que sobrar do jantar do dia anterior, algum snack congelado, qualquer coisa mesmo, não é uma refeição muito importante. Já o jantar para eles é sagrado. Costumam jantar bem cedo por aqui, entre 5 e 6 horas. Na maioria das vezes a host mom é quem cozinha, mas as vezes eles só preparam algo congelado ou comem fora. Quando ela cozinha geralmente faz algum tipo de macarrão (tudo chamado de pasta) e alguma carne. Nunca os vejo comendo fast food.

E por falar em fast food… É engraçado de ver a diferença cultural entre os países. Enquanto no Brasil fast food é comida “de status”, aqui pertence mais a classe econômica baixa. Inclusive por causa dos sildenafil 100 mg ligne nasl kullanlr preços. Um lanche básico aqui do Mac custa a baratela de 1 dólar. Sim, pasmem! Então o que acontece é que nós “au poors”, pobres intercambistas, tendemos a vir para cá com a opinião brasileira de que fast food é chique. E como aqui é muito barato, se não tomar cuidado engorda mesmo! A vantagem dos restaurantes fast food é que você paga o valor do lanche e pronto (talvez com alguns centavos de acréscimo da taxa). já nos restaurantes tradicionais (de comida de verdade), além de se pagar mais caro, há o fator TIP, a legendária gorjeta do brasil (que até hoje nunca vi ninguém dar no nosso país). Aqui a tal da TIP é quase que obrigatória. Não que você vá ser preso se não der, mas corre o risco de comer algo cuspido na próxima refeição, ou de ser maltratado. Então como fast food é a opção mais barata e prática, acabamos optando por ela muitas vezes (sim, eu confesso!).

Claro que se você leu até aqui, deve estar se perguntando: e eu que vos escrevo, será que engordei (ainda mais)? Para a surpresa de todos, não! Felizmente estou sabendo manter o controle. Já tive momentos de desespero, em que pedi salada, hamburger, batata frita e refrigerante e comi tudo numa só refeição (e passei o resto da semana arrependida). Mas para cada extravagância cometida, é um dia sem jantar compensado com muito exercício na academia. É preciso ter

consciência, porque não são poucos os casos de meninas que engordam por aqui… Aliás, posso dizer que dos poucos gordos e gordas que vi por aqui, uns 80% eram estrangeiros, e desses 80%, uns 90% latinos. Sim, o pessoal do gingado fica enlouquecido! E quanto a história dos americanos serem obesos, pode até ser verdade, mas não na região onde vivo. Talvez porque vivo numa região de classe econômica média-alta, e a posição financeira influência muito nos hábitos de vida, inclusive os alimentares. Então, sinto muito, mas verdade seja dita: não conheci nenhum gringo gordo e rico!

Quanto a preocupação de algumas meninas em se adaptar com a comida daqui, não creio que seja um problema. Minha host family (que é excelente comigo) sempre me pergunta o que eu quero que eles comprem pra eu comer. Posso colocar o que eu quiser na lista, e mesmo sem eu colocar, eles as vezes adivinham. Não falta arroz e feijão em casa, então se eu quisesse poderia comer a mesma coisa que eu comia no brasil, todos os dias. Só que eu penso que se a gente vai pra outro país pra fazer exatamente o que já fazia antes, melhor permanecer no conforto de sua casa, com sua família. Na minha opinião, devemos vir para cá com a mente aberta, disposta a experimentar coisas novas, ao menos dar uma chance. Claro que eu amo comer uma comidinha brasileira as vezes, ou me sentir em casa em um restaurante do Brasil, mas não acho que valha a pena fazer isso todo dia.

Pra quem ficou curiosa pra saber como eu sou, essa sou eu!

Então, para concluir: os riscos de engordar aqui são os mesmos em qualquer lugar. A regra é básica, quanto mais comida, mais peso. A variedade de comida que se encontra é impressionante. Por ter muitos estrangeiros vivendo aqui, é fácil encontrar comidas e restaurantes típicos de vários países do mundo. Claro que nada vai ser igual a comida do nosso país, e haverá dias em que nos sentiremos frustradas com isso. Quanto a comida da host family, vai depender da família que você escolher. A minha, como eu já disse, me deixa livre pra comer o que quiser. Posso jantar com eles ou comer minha própria comida, não se importam. Claro que há famílias que ficam ofendidas se a au pair não partilha das refeições, e que tampouco compra comida “especial” para ela. Mas aí vai de cada uma, acho que o segredo do sucesso aqui é escolher bem a sua host family.

70-347  

1Y0-201  
C_TFIN52_66  
2V0-621  
9L0-066  
70-533  
c2010-652  
200-125  ,
700-501  
NSE4  
000-017  
LX0-104  
70-462  
70-462  
350-001  
VCP550  
70-461  
70-480  
SSCP  
AWS-SYSOPS  
300-320  
642-732  
SY0-401  
100-105  ,
70-411  
200-101  
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ADM-201  
c2010-652  
350-050  
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HP0-S42  
70-480  
M70-101  
400-201  ,
EX200  
70-411  
100-105  ,
200-120  ,
200-310  ,
70-534  
000-104  
AWS-SYSOPS  ,
350-050  
C_TFIN52_66  
70-487  
70-534  ,
EX200  
210-065  
EX300  
70-347  
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350-029  ,
200-125  ,
OG0-093  
2V0-620  ,
220-802  ,
CISSP  ,
70-462  
N10-006  
1Z0-804  
101  
100-105  ,
SSCP  ,
200-125  ,

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8 jun 2015

Extensão! Eis a questão!

Categoria: Au Pair is..., Medo

Por:

Oiii Meninas! Tudo bom?

Hoje voltei para contar um pouquinho sobre meu processo de extensão, e porque decidi ficar. Já estou no meu segundo ano aqui, e resolvi extender por mais 6 meses e não por 1 ano. Você deve estar se perguntando o porquê. Vamos lá, a minha intenção desde do inicio era não extender, tinha em mente o quanto eu gostaria de voltar em 1 ano para o Brasil e que queria voltar a trabalhar lá.

Por alguns motivos, eu acabei ficando um pouco mais, eu não me planejei em questão do dinheiro, e eu vi que eu não conseguiria voltar com o quanto eu queria, até porque voltarei sem emprego e quero ter algo para me ajudar, e algumas coisas que gostaria de comprar e principalmente por causa do meu inglês, ainda não estava do jeito que eu gostaria! Então resolvi ficar! :) Tenho namorado aqui também, ele é brasileiro, está voltando para o Brasil dois meses antes de mim :(

O caso complicado da minha extensão, foi em relação a minha família, pois eu troquei de família. Para quem não sabe, eu amo de paixão minha primeira família, porém minha host não estava mais trabalhando e eu senti que eu estava passando por algumas situações desagradáveis, minhas três crianças eram pequenas e choravam sempre quando ela saia, era um stress muito grande dentro de casa, e já não estava mais tão feliz, queria algo tranquilo para ficar esses 6 meses e poder estudar mais. Ao mesmo tempo, queria muito ficar aqui em DC, continuar perto do meu namorado, mas não achava justo comigo mesma ficar em um lugar que  não estava me fazendo bem só para ficar perto do namorado, neh!? Então resolvi preencher os papeis, me abrir com a minha família que não dava mais para mim, e no começo eles não entenderam :/ , mas hoje somos super amigos :), sempre vou até lá, eles gostam bastante do meu namorado, jantamos, as vezes fico lá para eles irem para dates, e nossa relação está ótima!

E graças a Deus, pela vontade Dele, encontrei minha segunda família aqui em DC também e mais perto ainda de onde meu namorado mora, apensas duas estações do metro até a Universidade que ele estuda e mora :) . Tudo deu muito certo, hoje tenho mais tempo para tudo, aqui sou mais tranquila, mas claro que sinto muita falta das minhas crianças, mas sempre posso matar a saudade indo ate lá. E hoje tenho duas famílias no meu coração, então não me arrependo em nenhum momento! Foi ótimo ter arriscado, valeu a pena! Coloquei tudo nas mãos de Deus e aconteceu a vontade Dele na minha vida!

Então se estão com medo de arriscar, pense bem, as vezes vale muito a pena :)

Beijao!

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