3 out 2010

Com palavra: a mãe de uma ex-au pair.

Categoria: Au Pair is...

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Noto nos comentários do blog que muitas das leitoras falam da dificuldade de vencer a primeira barreira para se tornarem au pairs: o preconceito da família em relação ao programa, seja por medo ou por desconhecimento das regras. Todas nós, em algum momento, em maior ou menor escala, teve que enfrentar inúmeras perguntas e até mesmo opiniões desagradáveis sobre a nossa decisão.

Para ajudá-las na lista de argumentos positivos sobre programa, este post especial é um depoimento da minha mãe para outras mães de futuras au pairs. Espero que gostem do post e possam dividi-lo com suas mães e familiares.

“Quando minha filha disse que faria um programa de intercâmbio para morar nos Estados Unidos, pensei o quanto são sonhadores os jovens, e quantos planos fazem, muitas vezes, sem condições para realizá-los. Mas, para minha surpresa, aos poucos fui me inteirando do programa para Au Pairs, acabei gostando e dando força para sua ida.

O difícil mesmo foi aceitar as críticas dos familiares, primos, tios, irmãos, que não conhecendo este intercâmbio, diziam que era loucura mandar uma filha para os EUA, uma filha já formada em faculdade, para ser uma mera babá. Todos achavam que era bobagem, que seria um capricho e que se não desse certo, traria prejuízos financeiros e emocionais.Mas fomos em frente, acreditamos e Carol seguiu todos os passos recomendados pela Agência de intercâmbio escolhida por ela. Não é fácil nos afastarmos de nossos filhos, seja por alguns meses, o que pensar então por um ou mais anos.

Mas valeu a pena, sei que nossas condições financeiras jamais permitiriam o pagamento de um intercâmbio a não ser desta maneira. Morando com uma família americana e ao mesmo tempo ganhando para suas despesas pessoais como lazer e principalmente cursos para seu aprimoramento cultural. A experiência dela foi maravilhosa em diversos aspectos, no aprendizado da Língua Inglesa, no conhecimento de outra cultura, nas amizades com pessoas dos mais diversos países, viagens e, sobretudo para seu amadurecimento e valorização da família.

Acho fundamental que as jovens sejam bem orientadas pelos seus pais antes de seguir viagem, mas a experiência é muito importante e fica para sempre na memória de quem viveu estes momentos. Eu posso dizer que se pudesse voltar aos vinte e poucos anos, também seria uma Au Pair. O programa é sério, bem estruturado e oferece um ótimo suporte nos EUA para as au pairs. Ressalto ainda que a saudade é aplacada com  a facilidade de comunicação que a  internet e ligações acessíveis (dos EUA para o Brasil) oferecem.

Boa sorte a todas as garotas que se aventurarem.” Maria Eugênia Santin Guerra.

2 comments

  1. Julia disse:

    Que legal isso, Carol!
    Graças a Deus a minha mãe me apóia para fazer o programa, mas sempre tem familiares que tem esse tipo de preocupação por desconhecer o programa.
    Estou pretendendo ir ao término da faculdade, mas tenho muito receio! São aqueles medos de sempre…de voltar e ficar desempregada ou até mesmo por fora do que está acontecendo no mercado e etc…
    Eu curso economia, e penso em fazer algum curso relacionado a essa área lá, mas não sei se é tranquilo de conseguir, até acho que não deve ser nada tranquilo, né?

    Enfim..gostaria de saber como foi para você exercer a sua profissão pós au pair…te ajudou? foi difícil?

    Muito obrigada pelos posts! Tem me ajudado muito! 😉

    Beijo

  2. Vanessa Lima disse:

    Carol.. O comentário da sua mãe vem bem a calhar com todas as críticas que recebemos das pessoas que desconhecem o programa e assim dismistificar o fato que somos ingenuas por aceitar tal trabalho nos USA!

    Mande um beijão para ela!

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