6 dez 2015

Como é o Natal nos Estados Unidos

Categoria: Au Pair is..., Cultura, Dicas

Por:

Oi Gente,

 

Pra quem não sabe o natal aqui é um pouco diferente, e resolvi citar essas diferenças para vocês.

Eles realmente levam natal a sério, principalmente as histórias do papai noel. As crianças crescem acreditando no papai noel até uns oito, dez anos de idade. Isso porque os pais sempre cultivam a história.

Todo anos eles montam as árvores, com seus ornamentos simbólicos. A maioria dos ornamentos se dá a uma data ou ocasião especial, como nascimento de um novo filho, idá a faculdade e etc.

Eles geralmente fazem uma grande ceia na noite do dia vinte e quatro, e depois colocam todas as crianças na cama. Depois disso eles colocam todos os presentes na árvore para a manhã seguinte. As crianças geralmente deixam um copo de leite e alguns biscoitos perto da lareira para quando o papai noel vier poder comer, e geralmente quem come são os pais haha.

Eles também sempre colocam suas stocking na lareira (são aquelas meias do papai noel que sempre vemos nos filme) e cada um tem a sua. E também ninguém pode comprar sua própria meia, você tem que ganhar de alguém. Eles geralmente mantêm as mesmas meias de quando eram crianças.

E não esquecendo da minha parte favorita o Elf on the shelf, explicando melhor é o elfo ajudante do papai noel que vem visitar as crianças todos os dias para saber como eles estão se comportando. E ao final de cada dia eles voltam ao polo norte para contar tudo para o papai noel, ou seja, as crianças se comportam sempre muito bem na frente desse bonequinho engraçado. A cada ano as crianças dão a ele um nome diferente e sem contar que elas não podem tocar nele, porque ele pode acabar perdendo toda sua magia e não encontrar o caminho de volta para o polo norte. E na verdade quem sempre está trocando o elfo de lugar são os pais, e ele sempre vai estar em lugares inusitados ou em situações engraçadas.

 

Eu também fiz um vídeo falando sobre isso então corre ver. https://www.youtube.com/watch?v=eFDM0iy7akk

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3 dez 2015

TAG: Bilingual

Categoria: Au Pair is..., Cultura

Por:

Hello Everybody,

Eu fiz um vídeo sobre a TAG Bilingue e ficou bem legal. Esse foi meu primeiro vídeo em inglês. Espero que gostem e entendam haha Beijoos

 

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2 dez 2015

Você sabe o que é Au Pair?

Categoria: Au Pair is..., Cultura, Dicas, Viagens e Passeios

Por:

A expressão au pair, em francês, significa “ao par” ou “igual” e tem sua origem na ideia de paridade econômica entre serviços trocados. Originalmente referia-se ao trabalho fornecido em troca de alojamento e comida, com ou sem remuneração. Daí surgiu a expressão travailler au pair, bem como, jeune fille au pair, que existe desde o século XIX e foi posteriormente reduzida para au pair. Simplificando tudo isso, Au Pair é um programa de intercâmbio cultural onde você tem a oportunidade de morar por até dois anos no país escolhido (a maioria dos pacotes se restringem aos EUA – mas é possível encontrar agências que oferecem o programa em outros países) cuidando das crianças de uma família americana. Os benefícios são muitos! Por semana, você recebe um salário de US$ 195 dólares. Além disso, você também ganha uma bolsa de estudos no valor de US$ 500 dólares para fazer o curso que quiser. Para explicar mais detalhes sobre o programa, separei as perguntas mais frequentes em tópicos para você entender direitinho onde estará se metendo caso resolva encarar o desafio. LET’S GO!

Por onde eu começo?
O primeiro passo é escolher uma agência de intercâmbio especializada no programa de Au Pair. As mais conhecidas são: Experimento, CI e STB. Todas essas agências são representantes das organizações que colocam as candidatas em contato com as famílias americanas. São elas: Au Pair in America, Au Pair Care, Cultural Care, entre outras. Não existe uma agência melhor ou pior. Você deve escolher aquela que vá de encontro com suas necessidades e com seu planejamento. Pesquise e escolha através daquilo que mais te agradar.

Quais são os pré-requisitos?
Bom, você precisará ter no mínimo 200 horas de experiência com crianças (é necessário comprovar tudo isso), 18 anos, CNH (antes que você surte – a PERMISSÃO também é válida), ensino médio completo, inglês intermediário, ser solteira e sem filhos.

Qual o valor do programa?
Isso varia de agência para agência. No meu caso, eu escolhi a Experimento e os custos do meu programa serão: R$ 795 reais de taxa para a agência brasileira na inscrição do programa, US$ 860 dólares para a agência americana quando você tiver fechado com a família (famoso MATCH) e os custos do passaporte (caso você ainda não tenha) e do visto. Você não paga passagem aérea e tem direito à um treinamento em NY com alimentação e hospedagem em hotel 4 estrelas nos 4 primeiros dias.

E depois de fechar com a agência?
Prepare-se, você vai passar bons meses preenchendo uma papelada gigantesca e tentando em vão, fazer um vídeo legal de apresentação para a família. Depois que tudo isso estiver pronto, você fica online no site da organização americana (isso significa que você está pronta para ser escolhida por uma família) e reza para alguém entrar no seu perfil e te escolher.

E depois que eu for escolhida?
Depois disso você vai gritar no grupão “I HAVE A MATCHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!” Mas essa história sobre o “grupão” eu conto depois.

Super beijo,

Beatriz Bigarello.

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18 nov 2015

Para Au Pairs, cidadãs do mundo e a quem mais possa interessar

Categoria: Au Pair is..., Dicas, Medo

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Querida você,

Eu sei que seus sonhos te dão medo. Mas você não era tão medrosa assim quando tinha cinco anos e lutou com a coleguinha do jardim de infância porque queria brincar de esconde-esconde e ela de casinha. Eu sei que tudo parecia tão mais fácil antes do que agora, porque você não tinha responsabilidades e nem escolhas a fazer. Aí é que você se engana. Seus pais acharam um máximo quando você disse o nome deles pela primeira vez aos dezoito meses, sendo que a maioria das outras crianças aprendeu um pouquinho mais tarde. Foi você. Quem teve a coragem, mesmo que inconsciente, de fazer diferente quando poderia ter sido igual aos outros.

Não estou dizendo que ser igual todo mundo seja ruim, mas sabe, teria sido um grande desperdício de espontaneidade guardar suas primeiras impressões da vida porque nem todo mundo estava pronto, mas você estava. É sobre isso que estou falando. Por mais que todas as outras pessoas te digam sobre o melhor caminho a ser seguido, é dentro do seu silêncio que a verdadeira resposta grita e deve ser exatamente por esse motivo que te abala tanto. O barulho incomoda, mas não tira o sono. O silêncio sim. E você será eternamente condenada pela sua mente que ecoará aquele “e se” capaz de destruir qualquer outro projeto futuro.

Se tiver que ir, vá. Se tiver que ficar, fique. Mas em paz. Foi a partir de uma decisão que sua história começou e a partir de outra que ela termina. Permitir que o medo do novo tire o gostinho do sucesso da boca não é corajoso, mas o que eu realmente quero dizer é: se ainda preferir não sentir esse gosto, tudo bem. Foi a sua escolha, e não ousou ser menos doce por isso. Tudo bem. Eu te entendo. Não existem escolhas perfeitas, mas certas. Para o momento, a vida, o namoro, o emprego e até mesmo para quem você quer se tornar. Foi por isso que chegou até aqui, então seja qual for a decisão que tomar, tenha coragem. Porque se eu pudesse te dar apenas uma coisa no mundo todo, seria isso: coragem.

Ass. De alguém que tenta ter coragem, mas que ainda assim, falha. Podemos tentar juntos, porque não?

Por Beatriz Bigarello

se eu pudesse te dar apenas uma coisa no mundo todo, seria isso- coragem

 

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8 nov 2015

Não guarde seus sonhos na gaveta

Categoria: Au Pair is...

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Era final de 2014 e eu estava completamente desiludida da vida. Não acreditava mais no amor, porque havia tido uma grande decepção amorosa. O carinha que eu achava que era apaixonado por mim, de repente resolveu que era completamente apaixonado pela ex e o trabalho dos meus sonhos estava me dando pesadelos. Isso aconteceu depois que todas as áreas da minha vida estavam estabilizadas e você chega naquele ponto onde entende que o lugar mais “perfeito” que se deseja tanto estar, nem é tão fantástico assim. Exteriormente tudo era uma maravilha, mas dentro de mim havia se instalado um caos que só eu sabia o quanto doía. Meu coração gritava por mim. Cheguei em um ponto onde eu sentia a minha falta e tinha a sensação de que não me conhecia mais. Todos aqueles sonhos que um dia fui capaz de sonhar, estavam adormecidos em uma gaveta preguiçosa esperando um milagre que apenas eu poderia fazer. Na época, fazia a faculdade pela qual sou completamente apaixonada: o jornalismo. Ainda assim, sentia que estava fazendo a coisa certa, mas no momento errado. Com dois ciclos se fechando ao mesmo tempo, fui obrigada a encontrar esse desafio pelo qual havia esperado tanto tempo. Sempre fui daquelas sonhadoras que se dizem dispostas a explorar o mundo, caçar aventuras do mesmo jeito que uma criança brinca de buscar um tesouro e desde que me conheço por gente, a palavra “intercâmbio” fez parte dos meus pensamentos e projetos para o futuro, mas com a vida de adulta batendo na minha cara, esqueci completamente dessa possibilidade. É aquele famoso sonho que a gente acaba guardando na gaveta por achar que não estamos prontas ou até mesmo por medo de sair daquele tipo de zona de conforto que nem é tão confortável assim, mas que muitas vezes preferimos permanecer por medo de se frustar. Acontece com todo mundo. Foi exatamente nesse ponto, que o programa de Au Pair resolveu me dar um abraço e dizer “vem que eu estou te esperando”. E sem pensar duas vezes, eu fui. Já conhecia algumas meninas que haviam se jogado nesse mundão de meu Deus e parecia ser incrível, tudo o que eu mais precisava naquele momento. Depois de muitas pesquisas, mensagens trocadas no Facebook com amigas que já estavam nos Estados Unidos, havia tomado minha decisão: entraria para o time daquelas que trancam uma faculdade que amam fazer e investiriam todo o seu tempo para se jogar nesse grande processo de desenvolvimento pessoal. Como foi difícil explicar para as pessoas o que eu estava fazendo! Ouvia muitos “porquê você não termina a faculdade primeiro?” ou então “paty desse jeito vai cuidar de criança nos EUA? – essa eu pago pra ver, você não aguenta uma semana!”, ou ainda “mas você tem certeza que a agência é confiável e vai te mandar para os Estados Unidos mesmo? Viu aquela novela do Salve Jorge que mandava as garotas para a Turquia?”. Foram dias até convencer meus pais que era um programa sério e que eu ficaria bem. Dedicava grande parte do meu tempo assistindo a vídeos sobre o assunto e tentando entender um pouquinho de cada detalhe que faria parte da minha vida dali em diante.

Antes mesmo de entrar no avião que me traria para o hemisfério norte, foi possível notar uma coragem que nunca havia tido brotando em mim. Aquela menininha que um ano atrás jamais cogitaria a possibilidade de viver um ano longe da família, dos amigos e do namorado, se arriscando por algo que ela, de fato não fazia ideia se iria mesmo dar certo.

Hoje em dia, faz dois meses que eu moro na linda, verde e chuvosa cidade de Seattle, no estado de Washington, e tenho aprendido a me superar a cada dia que passa. Já chorei muitas vezes com saudades de casa, já tive a sensação que poderia morar aqui para sempre e dez minutos depois, pensar em pegar o primeiro avião com destino a São Paulo. Mas uma coisa eu posso te garantir, vale muito mais a pena chorar de saudade do que de frustração por não ter tido a coragem de largar um emprego que não te faz feliz ou então de enterrar um relacionamento que está morto há tempos. A gente pode até tentar enganar outras pessoas postando as melhores fotos de casal nas redes sociais, mas a gente sempre sabe quando um cadáver cheira mal e precisa ser colocado embaixo da terra para finalmente, abrir espaço para os acontecimentos que precisam ser vividos por você. Se for para guardar sonhos em alguma gaveta, que seja apenas aquele de padaria. Os outros, são importantes demais para não terem um papel decisivo na sua história. E como diria o poeta, a melhor maneira de fazer seus sonhos se tornarem realidade, é acordar.

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Por Beatriz Bigarello

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