Sempre tem alguma coisinha que deixamos de fazer, até porque é impossível visitar todos os lugares, fazer todos os programas ou comprar tudo o que queríamos enquanto nos States. Mas tem duas coisas que até hoje eu fico pensando… por que que eu não fui ao show do Cirque du Soleil ou num jogo de Hockey??? Ahh se arrependimento matasse! Hockey no Brasil é quase instinto e Cirque du Soleil vai me afundar em dívidas!! Isso aí meninas aproveitem ao máximo seu tempo de au pair e eu recomendo os dois programas citados acima, mesmo que eu não tenha ido, TODOS que já foram recomendam!
A volta
Categoria: Au Pair is..., Medo
A hora da volta é um momento que pode nos tirar muitas horas de sono.Algumas meninas não vêem a hora dela chegar. Outras ficam apreensivas, pensando em como será.
Pra mim não foi diferente. Queria muito voltar pra casa, pra família, pro meu lugar…Porém, por outro lado, não queria deixar tudo “pra trás”: amigos, host family, kids…
Eu tentava não pensar muito na minha volta. Nos últimos meses tentei aproveitar ao máximo tudo que eu podia, fazendo coisas legais e passando o maior tempo possível com os amigos, que eu sabia que dificilmente iria voltar a ver. Tentei até mesmo ignorar que essa hora se aproximava.
Mas, não tem jeito e um dia chega a hora de voltar pra casa. Eu já tinha adiado essa volta, quando decidi renovar e ficar mais alguns meses nos EUA. No entanto, ela chegou.
E foi duplamente dolorosa. Em junho me despedi da família e dos amigos da costa oeste e fui passar quase um mês com os amigos e família da costa leste.
Não foi nem um pouco fácil me despedir dos primeiros, mas ainda tinha aquela sensação de que eu ainda não estava indo embora for good.
O mês seguinte eu viajei, passei tempo com as amigas, namorado, primeira host family, mas também não teve jeito. O dia da volta chegou. Eu nem sei dizer o que estava sentindo: era um mix de tristeza, alegria, saudades… na verdade eu tava meio numb. Embarquei em Boston e fiz uma parada em Chicago, e só então peguei o vôo para o Brasil. Esse tempo todo eu ainda estava “sem sentimentos”. Não chorava, não me sentia feliz, não me sentia triste. Foi uma sensação muitíssimo estranha.
Foi só quando o avião pousou em São Paulo que caiu a ficha e me bateu um desespero, como se agora tudo tivesse acabado, a página tivesse virado e que não teria mais volta.
Comecei a chorar, descontroladamente. Quando reencontrei minha família então, nem se fala. Eu simplesmente não conseguia dizer nada. Sem nenhuma dúvida eu estava muito feliz em revê-los depois de tanto tempo, mas ainda tinha o sentimento de perda, de “está tudo acabado”.
Mas isso logo passou e voltei a me sentir em casa, no meu lugar, no lugar ao qual eu pertenço. Ah, e esse sentimento foi um dos melhores que já senti. Não existe nada igual nossa casa.
Depois percebi que não, a vida não pára depois que voltamos. Ela muda, toma rumos diferentes. Há um período de readaptação e logo tudo volta ao normal. Com um diferencial: várias experiências vividas, memórias, amigos, viagens e muito mais pra gente carregar pra vida toda.
Famílias judaicas
Categoria: Au Pair is..., Cultura
Nos Estados Unidos há muitas famílias judaicas, para quem não sabe o judaismo é uma religião e eles não celebram o Natal, pois não acreditam em Cristo como nós os cristãos, mas eles tem diversas celebrações da sua crença e dependendo da família eles podem ser bem rigidos em relação à seguir os costumes.
Algumas famílias são kosher, o que significa dizer que eles seguem as tradições/leis da sua cultura, como por exemplo: não misturam leite com carne na comida, caso você queira um sanduíche com hamburguer de carne ou frango, não é permitido colocar queijo. Caso você queira comer um macarrão com molho à bolonhesa, não poderá colocar queijo ralado em cima. Nenhuma comida que em sua preparação tenha manteiga, não poderá ser misturada com carne como uma torta de frango, e as restrições não param por aí.
Os utensílios da cozinha são separados e devem ser lavados separadamente, existem talheres para carne (meat) e talheres para dairy (leite e derivados), assim como panelas e pratos. A rigidez de tudo isso depende de acordo com a família, existem famílias que tem duas mesas de jantar e duas máquinas de lavar louças.
Se você for morar com uma família judaica será esperado de você o respeito e seguimento de todas as tradições mantidas pela família, mas como disse acima, isso varia muito e a maior parte das famílias que conheci não seguiam todas as regras. Quando você estiver prestes a escolher uma família é importante perguntar se eles tem alguma tradição que você deverá seguir para depois não ficar irritada com tanta regra.
Minha segunda família era judaica e não seguia quase nada das tradições, já uma amiga minha morou com uma família que seguia todas as regras.
Famílias com adolescentes
Categoria: Au Pair is...
Durante meu ano de au pair tive a oportunidade de morar com uma família e “cuidar” de duas adolescentes, na época elas tinham 13 e 15 anos. Vocês devem estar se perguntando, mas afinal, o que faz uma au pair para duas meninas tão grandes? A resposta é simples: dirigir, dirigir e dirigir.
Famílias com adolescentes não são fáceis de encontrar, além disso, morar com uma família desse perfil, requer da aupair um bom nível de inglês, independência (já que você terá muito tempo livre), ter boa experiência dirigindo e ser flexível com horários.
Eu achei minha família após passar por um rematch e foi simplesmente o melhor match que eu podia imaginar. As meninas não me davam trabalham nenhum, só as vezes me irritavam um pouco, porque me ligavam ao mesmo tempo para ir buscá-las em lugares diferentes, ou esqueciam as coisas em casa e eu tinha que sair para levar o que quer que fosse na escola ou na casa das amigas delas…ah falando em amigas isso também era uma parte do meu trabalho, dirigir elas nas casas das amigas, dar caronas para as amigas e levá-las em festas e até mesmo acompanhar a de 13 anos no shopping as vezes.
Em casa minhas obrigações eram cozinhar para todos, o que nunca foi problema porque compravam muita pizza e sempre tinha alguma comida congelada na geladeira, lavar e dobrar as roupas das meninas e toalhas de todos da casa. Eles tinham maid uma vez a cada 15 dias e por isso eu também não precisava nem trocar os lençóis.
Eu tinha todos os dias livres das 8h30 às 15h30, mas trabalhava depois até umas 20h30 21h, finais de semana eram livres também.
Como já disse em outros posts é importante a au pair perceber o que a família tem de bom e oferece de diferente para poder retribuir, no meu caso, como meu trabalho era muito tranquilo, eu sempre abastecia o carro para minha host e fazia compras se faltava algo em casa (geralmente, o básico: leite, suco, cereal, manteiga, waffle), deixava a nota na cozinha e ela me reembolsava junto com o pagamento da semana. Eu também me dispunha a buscar as meninas as vezes tarde da noite (23h e até meia-noite) quando percebia que meus hosts chegavam tarde e estavam cansados, acontecia também de eu saber mais onde as amigas delas moravam do que eles, então era mais fácil ir buscar do que explicar o caminho…hehehe…
Tenho um carinho muito grande por esta família e até hoje mantemos contato, mas acho que não teria me dado tão bem na casa deles se não tivesse sido flexível e aceitado o jeito deles.
Achar uma família legal é encontrar aquela que tem mais afinidades com você, lembrando que nada é perfeito e que seu ano está nas suas mãos.
Hand Sanitizer
Categoria: Dicas, Saúde e Bem-estar
Algumas de vcs ja devem ter reparados como alguns americanos (e claro alguns brasileiros, principalmente depois da epidemia da gripe H1N1, vulga gripe suina) sao neuroticos (no bom sentido, claro!) com a questao da higiene das maos.
Na falta da boa e velha agua e sabao, o uso do hand sanitizer e recomendado, pois mata 99,9% dos germes. Existem embalagens em minitarua, ideias para levar na bolsa e ate mesmo na chave do carro.
Alem de vcs encontrarem os hand sanitizers em qualquer lugar para comprar, existem inumeras marcas, com essencias, embalagens e precos variados…e so escolher o de sua preferencia!












