Além de ter carteira de habilitação, antes de embarcar como au pair é preciso tirar a PID (Permissão Internacional para Dirigir), que a Vivi explicou aqui como faz.
Porém, quando chegamos lá, muitas famílias pedem para que tiremos a carteira de motorista do estado em que vamos morar. Isso porque, como me explicaram as host families, ajuda na hora de colocar a gente no seguro da família. Os gastos para isso são bancados pela própria host family.
Em cada estado as regras pra aquisição da carteira de motorista mudam. Há estados que exigem o Social Security Number –SSN (que é tipo o nosso CPF), já outros não o fazem.
Em geral, temos que fazer um teste teórico e, em seguida, seguimos para o prático. Para que eu pudesse me preparar para o prático, minha host family pagou duas aulas com um instrutor da AAA, que serviram mais para me mostrar o que pediriam na hora do teste. Na hora da prova foi tudo tranqüilo. É bom estudar as placas e legislação do estado, pra ter certeza que não se dará mal. Na hora do teste prático, foi tudo bem também: achei muito mais tranqüilo do que quando fiz aqui no Brasil. Assim, tirei minha carteira de motorista de Connecticut.
Quando mudei para o estado de Washington, a host family também pediu para que eu tirasse uma do estado. Porém tudo o que precisei fazer foi transferir de um estado para outro, pagando apenas uma taxa (que na verdade foi a host family que bancou). Em Washington, anularam a minha de Connecticut, fazendo um furinho nela.
Assim, preparem-se para,assim que chegarem lá, tirar novamente a carteira de motorista. Mas não se preocupem, o processo lá geralmente é mais simples que aqui, pelo menos na maioria dos estados.

Porém as host families ajudam nessa adaptação. Logo que cheguei, minha host mother saiu pela cidade comigo, mostrando os lugares que eu deveria saber onde ficam, como a escola das crianças, farmácias, lojas, shopping mall… E foi também nesse dia que ela me “ensinou” a dirigir o carro que seria “meu” enquanto eu estivesse com eles que, pra ajudar, era uma minivan (enorme). Ela me mostrou como mexer no carro, as marchas (que no carro automático são diferentes), todas as tecnologias que a minivan tinha e, por fim, deu o carro na minha mão. Fiquei um pouco nervosa, ainda mais sob supervisão dela. Mas, apesar de eu levar um tempinho pra acostumar que os carros automáticos têm só dois pedais ao invés de três (só acelerador e freio, sem a embreagem), deu tudo certo. Depois ainda levou um tempo pra acostumar com o tamanho do carro mas, tirando uma batidinha de leve em outro carro (que me custou uns U$200), não tive grandes problemas. É claro que tem a fase de adaptação. Precisamos nos acostumar ao carro (principalmente ao tamanho), conhecer os caminhos, nos adaptar às leis (como ter que parar quando o ônibus escolar está pegando ou deixando crianças, ou que













