20 mar 2011

Algumas dicas para a hora de fazer as malas

Categoria: Au Pair is..., Dicas, Viagens e Passeios

Por:

A primeira dica é: não exagere!

Como ex-au pair, sei que nós compramos muitas roupas por lá durante o ano e depois terá MUITAS coisas pra trazer de volta.

Não deixe para fazer as malas na última hora.

Quando eu fui, levei uma mala grande, uma pequena, ambas com rodinhas, e uma frasqueira (que usei como bolsa, levando como bagagem de mão). E foi o suficiente. Lembre-se: se tiver que fazer conexões, você será responsável por levar e trazer suas malas pelo aeroporto. E também, depois dos dias que passamos no hotel logo que chegamos, cada uma tem que se destinar à família. Algumas de avião, outras de trem e outras a própria host Family vai buscar.

Se você tiver que pegar um avião, deve levar em conta que precisará de um voo doméstico e o peso permitido pelas cias aéreas é menor em voos domésticos do que em voos internacionais. O peso varia de cia para cia. É bom procurar saber por qual estará voando e procurar o peso máximo permitido.

Informe-se sobre o clima do local para onde estará indo. Lembre-se que nos EUA as estações são contrárias às estações no Brasil. Mesmo que esteja calor, é bom levar um casaquinho, já que dentro do avião o ar é bem gelado.

Quando arrumar as malas, comece colocando roupas básicas e confortáveis. Calças jeans, shorts/bermudas, camisas/camisetas/blusinhas, moletons, meias, roupas íntimas, pijamas, roupa de banho, vestidos, saias, tênis, chinelos, sandálias etc são alguns dos itens. É bom levar uma roupa mais formal (para festas, por exemplo).  Não exagere na quantidade e não se esqueça que comprará muitas coisas por lá.

É bom fazer uma lista de coisas que você está pensando em levar. Não se esqueça dos itens de higiene pessoal. Porém, a não ser que você use um produto muito específico, não leve grandes quantidades de xampu, condicionador, hidratante, pasta de dente, absorvente e outros, já que tudo isso você acha por lá.

Se estiver indo durante o inverno de lá, o melhor é levar dinheiro para comprar casacos, roupa térmica, botas de neve por lá mesmo. Leve apenas um casaco que proteja do frio, luvas, cachecol, gorro e blusas para os primeiros dias. Os casacos lá são diferentes dos que encontramos aqui.

Quanto ao secador de cabelo/chapinha, não se esqueça que tudo por lá é 110V. Além disso, pode-se comprar isso lá e pagar bem barato.

Na mala de mão coloque pelo menos uma muda de roupa, incluindo roupas íntimas, no caso de ter sua bagagem extraviada. Remédios devem ir na bagagem de mão também.

Com você, leve caneta, caderno de anotações ou agenda, documentos, o endereço e telefona da família e do hotel para onde está indo, uma blusa para usar no avião, escova e pasta de dentes, pente, coisas para passar o tempo durante o voo (livros, mp3 player…), um dicionário, máquina fotográfica (que você também pode deixar pra comprar lá). NÃO é permitido objetos cortantes (nem mesmo tesourinha ou alicatinho de unha) que devem ir na bagagem despachada. Líquidos, géis e aerossóis só podem ser carregados na bagagem de mão em quantidades pequenas, de acordo também com a cia aérea.

Essas são apenas algumas das muitas dicas sobre bagagem. Depois, com as malas feitas, é só embarcar e curtir muito o ano que vem pela frente.

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20 mar 2011

Host Family Application Essay

Categoria: Au Pair is...

Por:

Achei a carta da minha segunda Host Family e vou colocar algumas partes aqui (já que ela, inteira, tem 5 páginas). Por pedido deles, deixei apenas as iniciais dos nomes dos host parents e das kids.  Mesmo cortando algumas partes, dá pra ter uma ideia de como é a família e o que eles esperam de uma Au Pair.

E aqui vai:

My husband(K) and I met eighteen years ago at university, and immediately could talk about anything.  But we didn’t marry until eleven years ago. Even in college we both lived and worked with people from other countries, and even then we talked about adopting children.

When our son C was born seven years ago,  K was working fulltime and I was working half time.  K worked four ten-hour days so he could stay home on Wednesdays and I could work all day.  He also worked from home one morning and one afternoon a week and I took the baby to work one morning and one afternoon a week.  As you can see, family life is very important to us. I have concluded, however, that I will have more energy and quality time for my children if I have an au pair who can help drive them places and make their lunches and be with one or two children while I have quality time with the other(s).  I also have a neck and shoulder injury and need to schedule therapy appointments about three times a week.  So I will need an au pair at those times. Occasionally, my neck and shoulder are unpredictably worse and I need help driving the kids and lifting the youngest one.  So if the au pair can be flexible about her hours and perhaps open to working more one day and less another day that week, that would be great.  K also has some flexibility in his work schedule, so we would not expect the au pair to miss class or anything if my shoulder is bad.   K travels every couple of months for about a week, but this gives him some flexibility when he is at home.

I also will be volunteering with Boy Scouts and taking one evening class each quarter.  I also think K and I need to spend more time together.  Perhaps the au pair could spend one evening a week and one early afternoon lunch period watching the children while this happens.

In general we are thinking that the au pair would work from 7-9 am, getting the kids ready for school, serving breakfast and cleaning up the breakfast dishes, driving the older two kids to school.  Also a couple of hours in the afternoon helping drive the kids to Kindermusik and activities, a couple of evenings a week, and the rest of the 40 hours could be flexible—I can schedule my physical therapy appointments around your class schedule, and you can do the kids’ laundry whenever it fits your schedule, etc.

We adopted our daughter M from Korea when she was almost a year old.  We had a wonderful experience of the country and people in Korea.  She had been very well cared for.  Our daughter R came to us from Korea  when she was eight months old.

As a family, we enjoy reading, camping, walking in the woods near our home, attending church events, visiting Seattle attractions such as the science museum, aquarium, zoo, children’s museum, waterfront, etc. The children enjoy doing arts and crafts and baking with me, and gardening and woodworking with their dad.   We hope the au pair will enjoy doing some of these things with us and being involved as part of the family, although we know we will each need our own space sometimes.

We live in Bellevue, just across Lake Washington from Seattle.  There is a good community college very close to our home and other universities in Seattle.  Usually Seattle is a 15-20 minute drive, but during the morning and evening business commute hours or when a professional sports event is happening, the traffic on the bridge can take an hour.  We are in a suburban neighborhood with good neighbors.  The au pair will have her own bedroom and bathroom downstairs.  The major living areas and our bedrooms are upstairs, so the au pair would have privacy in the entire downstairs floor in the evenings.  (There is a recreation room downstairs which the kids may use in the daytime for computer, table tennis, etc. but in the evenings the au pair could have privacy there to watch television, etc.)

I think the qualities important to our au pair/ host family relationship are: that the au pair truly care about the children and ther development, that she try to read and talk to them and do activities with them, not just have them watch TV. At the same time, it’s important to acknowledge that it’s not always fun to constantly supervise three active children and clean up after them.  (It’s important for the host family to be appreciative also—and we will be!).  The au pair must be responsible, vigilant, and have common sense. She needs to befriend the children without letting the desire for them to be pleased with her to cloud her judgment.   It’s important to be honest and willing to talk about annoyances and concerns before they become major problems. Both parties need to be understanding during the initial adjustment period.

We also need an au pair who is flexible, willing to have her schedule change sometimes according to kids’ activity schedules (although we will do our best to honor her need for advance knowledge and we can work around her class time).  We need someone who is an excellent driver.

We are also looking for an au pair who would be willing to forego wearing perfume and use fragrance-free versions of products such as hairspray, soaps, lotions, etc. (We are quite willing to buy these.) I realize a change in personal care products can be a sacrifice, but because of allergies I cannot have perfume in the house or the smell of perfume left in the car, etc.  This also applies for smoking—we cannot tolerate cigarette smoke at all, even on clothes, so we need an au pair who does not smoke.

For qualities on the host family’s part, we are very interested in other cultures, experienced with the little misunderstandings that can arise, and flexible.  (In fact, we are so easygoing and flexible that if you are an extremely neat and organized person we may prove frustrating for you.)  We truly would respect an au pair and insist our children respect her also.  We are good listeners and problem solvers.   We care about making the au pair’s experience a good one.

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14 mar 2011

Tattoos

Categoria: Au Pair is..., Medo

Por:

Vi um comentário de uma futura au pair aqui no blog essa semana perguntando sobre piercings e tattoos. E aqui vai minha experiência.

Antes de embarcar como Au Pair, eu já queria muito fazer uma tattoo, mas fiquei com receio de fazer no Brasil e quando chegasse aos EUA desse algum problema,inflamasse, alergia ou qualquer outra coisa.

Deixei então pra fazê-la nos EUA. Várias vezes fui a tattoo shops e me informei sobre valores, horários e tudo o mais.

Até que, no último mês do meu primeiro ano, finalmente fiz a tattoo. Fiz num final de semana e meus hosts estavam

Antes de fazer minha tatuagem, com medinho.

Antes de fazer minha tatuagem, com medinho.

viajando. Na segunda-feira mostrei a eles que tinha feito. Fiz a tatuagem no pé, em um lugar que nem sempre fica à mostra. As crianças ficaram super curiosas e queria saber como eu tinha feito e, por algumas vezes, as peguei desenhando na pele, tentando imitar.

Logo mudei de família e lá não houve problema algum. De novo, as crianças ficaram curiosas, mas nada além disso.

Em nenhum momento nenhuma das host families que conversei me perguntaram se eu tinha tatuagens ou piercings e, conversando com uma ex-au pair, ela me disse que antes de ir pros EUA tinha um piercing no nariz e que tirou antes de ir, com receio da reação da host family. Porém, quando chegamos aos EUA, percebemos que muitas das Au Pairs, principalmente as européias, têm piercings, tattoos, cortes de cabelo e se vestem de maneira “exótica”.

Acho que essa é uma preocupação nossa mesmo. Se a host family não perguntou nada é porque possivelmente não irão se importar com isso. Se você sentir que deve, comunique-os antes de ir. Mas não acho que esse seja um fator limitante pra uma Au Pair.

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13 fev 2011

Para onde devo ir?

Categoria: Au Pair is..., Dicas

Por:

Essa pergunta acho que passa por todas as futuras au pairs. Porém, como já foi dito aqui no blog, a resposta não é assim tão simples.

É claro que o sonho de quase todo mundo é ir pra Califórnia ou lugares super badalados. Porém o que acontece é que a oferta de famílias nesses “lugares dos sonhos” não é tão grande quanto o número de au pairs do mundo todo querendo ir para os EUA.

No programa, depois que seu application foi para a internet para que as famílias tenham acesso, as host families visitam os perfis das au pairs e entram em contato com aquelas com as quais se identificaram mais. Assim, uma au pair pode ter contato com várias famílias, do mesmo modo que as famílias têm contato com diferentes au pairs. E au pair e família têm que fazer o match, ou seja, os dois têm que se escolher.

Desse modo, os locais para onde você pode ir variam de acordo com a localidade onde mora a(s) família(s) interessada(s) em você. Ou seja, a não ser que você espere muito, seja sortuda ou queira ir para um lugar com muitas host families, dificilmente conseguirá ir para uma determinada cidade ou estado.

Como disse em um outro post, acho melhor escolher a família pelo que ela é do que pelo lugar que ela mora. É claro que você tem que avaliar, colocar na balança e escolher o que acha melhor pra você entre as opções disponíveis.

Quando as famílias entrarem em contato, pergunte sobre a cidade. Se é grande,se é pequena, perto de onde, o que tem pra se fazer, como é o clima…afinal, seu próximo ano será nesse lugar. Além de perguntar, pesquise sobre o lugar e redondezas. Jogue no Google a cidade e estado, bem como a cidade grande mais próxima e pesquise os arredores. Vá ao www.weather.com e pesquise o clima do local. Lá você encontra até a média da temperatura ao longo do ano. E pesquise também universidades e community colleges naquela área. Seja curiosa. Pesquise tudo. Até mesmo o que possa não ser muito útil.

Porém, mais uma vez digo: escolha a host family pelo conjunto do todo. Veja com qual se sente mais confortável, qual acha mais parecida com o seu perfil, a idade das crianças de sua preferência, condições que oferecem, schedule e TAMBÉM pelo local em que vivem (e não apenas ir por este último item).

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13 fev 2011

Minha experiência com namorado e Host Family

Categoria: Au Pair is..., Cultura

Por:

Comecei a namorar no meu sétimo  mês como Au Pair. Já estava super acostumada com minha Host Family, porém nunca fui de ficar contando tudo sobre minha vida particular pra eles, mas também não escondia quase nada. No meu primeiro date com o depois (e agora ex) namorado, eu contei à minha host mother que estava indo a um date, com um guy que havia conhecido alguns dias antes. Ela só me disse para ter cuidado e, caso precisasse, não hesitar em ligar para eles.

Depois que comecei a namorar, ele ia me buscar em casa, porém não entrava. Uma das regras era “no boys allowed”. E eu respeitava isso.

Meus hosts nunca me perguntaram diretamente se eu estava ou não namorando, porém sabiam que eu estava. Apenas quando fomos jantar no meu aniversário, um mês antes do meu ano como Au Pair terminar ( 4 depois daquele meu primeiro date), é que eles me “contaram” que  sabiam que eu estava namorando e eu não precisava esconder (risos). Daí eu disse que não escondia, só não tinha falado abertamente porque tinha conhecimento que eles já sabiam. Mas não ficou um clima ruim. Alías, meu host father tem o dom de fazer piada de tudo.

Depois disso, ele chegou a ir na casa da família algumas vezes, em festinhas ou aos finais de semana, quando eles estavam em casa. A única vez que ele entrou na casa sem os host parents foi quando me levou ao aeroporto e me ajudou com as malas, no final do meu primeiro ano.

No meu segundo ano, quando mudei de família e estado, ele chegou a ir me visitar e não ficou na casa da host family, porém foi conhecê-la.

Como a Carol disse, depende muito da família. E também do bom senso. Não faríamos nada na casa da host family que não faríamos em nossa própria casa.

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