3 out 2010

Carro de americano

Categoria: Au Pair is..., Cultura, Fotos, Medo

Por: Barbara Anderaos

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Não assustem, mas na grande maioria os carros são a segunda casa das famílias. Eles são grandes, confortáveis, porem sujos. Com criança então, vc encontrará de tudo um pouco. Desde brinquedinhos quebrados, restos de roupas (sujas), lanchinhos e muita, mas muita tranqueira… Copos descarteaveis com resto de café, pacote de bolachas, farelo de donut, garrafas de agua aff…. gente é terrivel.

Na foto a cima o carro estava lotado de malas, sacolas, cama de cachorro, as cadeirinhas das meninas, dvd e sei la’ mais o quê. Tudo bem q estávamos indo viajar, mas no dia a dia o carro era mais ou menos assim. Pra eu me sentir um pouco melhor, uma hora ou outra eu dava uma geral no ambiente, mas vcs já podem ir se preparando pro pior… hahahahahah

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3 out 2010

200h de trabalho com crianças

Categoria: Au Pair is..., Dicas

Por: Barbara Anderaos

Algumas idéias pra conseguir essa carga horária é ser voluntária em creches, orfanatos, igrejas, organizações que tenham trabalhos com criança. Se você está trabalhando e não tem tempo  durante a semana, planeje de fazer algumas horas no final de semana e aos poucos vc vai acumulando horinhas… Tenha a iniciativa de ir atras desses locais, procure a coordenação e explique a sua situação. Dificilmente alguem negará ajuda, principalmente se for instituição pública. Tire fotos, garanta sua carta de recomendação e pronto!

No meu caso eu tinha mais de 1000h, porque precisei fazer estágio de artes quando estava na faculdade e pude usar estas horas no programa de au pair.

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3 out 2010

Com palavra: a mãe de uma ex-au pair.

Categoria: Au Pair is...

Por: carol

Noto nos comentários do blog que muitas das leitoras falam da dificuldade de vencer a primeira barreira para se tornarem au pairs: o preconceito da família em relação ao programa, seja por medo ou por desconhecimento das regras. Todas nós, em algum momento, em maior ou menor escala, teve que enfrentar inúmeras perguntas e até mesmo opiniões desagradáveis sobre a nossa decisão.

Para ajudá-las na lista de argumentos positivos sobre programa, este post especial é um depoimento da minha mãe para outras mães de futuras au pairs. Espero que gostem do post e possam dividi-lo com suas mães e familiares.

“Quando minha filha disse que faria um programa de intercâmbio para morar nos Estados Unidos, pensei o quanto são sonhadores os jovens, e quantos planos fazem, muitas vezes, sem condições para realizá-los. Mas, para minha surpresa, aos poucos fui me inteirando do programa para Au Pairs, acabei gostando e dando força para sua ida.

O difícil mesmo foi aceitar as críticas dos familiares, primos, tios, irmãos, que não conhecendo este intercâmbio, diziam que era loucura mandar uma filha para os EUA, uma filha já formada em faculdade, para ser uma mera babá. Todos achavam que era bobagem, que seria um capricho e que se não desse certo, traria prejuízos financeiros e emocionais.Mas fomos em frente, acreditamos e Carol seguiu todos os passos recomendados pela Agência de intercâmbio escolhida por ela. Não é fácil nos afastarmos de nossos filhos, seja por alguns meses, o que pensar então por um ou mais anos.

Mas valeu a pena, sei que nossas condições financeiras jamais permitiriam o pagamento de um intercâmbio a não ser desta maneira. Morando com uma família americana e ao mesmo tempo ganhando para suas despesas pessoais como lazer e principalmente cursos para seu aprimoramento cultural. A experiência dela foi maravilhosa em diversos aspectos, no aprendizado da Língua Inglesa, no conhecimento de outra cultura, nas amizades com pessoas dos mais diversos países, viagens e, sobretudo para seu amadurecimento e valorização da família.

Acho fundamental que as jovens sejam bem orientadas pelos seus pais antes de seguir viagem, mas a experiência é muito importante e fica para sempre na memória de quem viveu estes momentos. Eu posso dizer que se pudesse voltar aos vinte e poucos anos, também seria uma Au Pair. O programa é sério, bem estruturado e oferece um ótimo suporte nos EUA para as au pairs. Ressalto ainda que a saudade é aplacada com  a facilidade de comunicação que a  internet e ligações acessíveis (dos EUA para o Brasil) oferecem.

Boa sorte a todas as garotas que se aventurarem.” Maria Eugênia Santin Guerra.

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26 set 2010

Diversidade

Categoria: Au Pair is..., Cultura

Por: Angeline

Você já parou pra prestar atenção às fotos de au pairs e suas hosts families, principalmente em anúncios e propagandas do programa? O que há de comum nelas? Pois é, muitas vezes nem nos damos contas, mas em todas as fotos que eu vi, principalmente antes de decidir ser uma au pair, as famílias eram brancas, com crianças loirinhas.

Quando comecei a receber ligações das famílias, várias me ligaram, de norte a sul, leste a oeste. Algumas famílias eram judias, outras católicas ou protestantes. Foi então que uma família de Connecticut me ligou, e gostei muito do perfil deles. Gostei da host mother, do modo com que falava comigo, da atenção que me dava, da paciência que tinha quando não conseguia entender algo que dissesse. Gostei tanto dela que resolvi fazer o match após a segunda ligação. Pedi então para que ela me mandasse algumas fotos, bem como algumas outras informações para que eu conhecesse melhor a família e o lugar para onde iria dentro de alguns meses.

Essa foi uma fase de muitas expectativas, afinal, ali começava o próximo ano de minha vida, longe de minha casa, família e amigos. Confesso que fiquei surpresa ao abrir minha caixa de e-mails e me deparar com fotos de uma família negra. Surpresa sim, pois como já disse, ao ver fotos de Host Families com suas au pairs só vemos famílias brancas (que são sim a maioria, porém não as únicas).

Em 11 de setembro de 2005 (sim, 9/11 – alguns anos após os atentados terroristas) embarquei rumo a Hartford, no pequeno estado de Connecticut (CT), entre Boston e NY. Passei os primeiros três dias em um hotel em Stamford, CT no “treinamento” para au pairs. Conheci garotas do mundo inteiro, porém a afinidade maior rolou com as brasileiras.

No último dia no hotel as meninas começaram a pegar trem, avião, ônibus rumo à suas host families. A minha foi me buscar no hotel. Enquanto esperava, comecei a conversar com uma outra menina que esperava a família que vinha de New Jersey, e me disse que eles eram indianos. Ou ainda, uma outra estava indo morar em uma família onde o pai era solteiro, com dois filhos.

Ao chegar à minha “nova” casa, fui conhecendo-os aos poucos. Descobri que tinha uma au pair brasileira, que também morava com uma família negra, do outro lado da rua. Éramos vizinhas e ela me ajudou muito no decorrer dos meses. Os meus hosts parents, assim como os dela, são jamaicanos, que foram para os Estados Unidos ainda crianças. Foi uma ótima experiência! Com eles passei o Natal mais animado de todos, ao som de muita música jamaicana e, para minha surpresa, brasileira. Foi um ano maravilhoso com aquelas duas menininhas sapecas.

Após o término do primeiro ano de au pair, como havia decidido ficar mais um tempo como au pair nos Estados Unidos, mudei-me para o outro lado do país, no estado de Washington, numa cidade chamada Bellevue, perto de Seattle. Lá, os hosts parents eram brancos, como nas fotos das propagandas, e tinham um filho  e duas meninas, que são irmãs biológicas, e foram adotadas e trazidas da Coréia do Sul, quando ainda eram bebês.

Em Seattle conheci muitas pessoas – a maioria au pairs. Tornei-me muito próxima de algumas delas. E uma dessas novas amigas morava com uma host family indiana.

Bem, na verdade o que quero com esse texto é dizer que, diferentemente do que podemos pensar, as host families não serão sempre como vemos nas fotos e propagandas por aí. Sendo os Estados Unidos um país tão grande, é muito comum vermos diversidades culturais, religiosas e étnicas. Sim, a maioria das famílias é formada por papai, mamãe e filhinhos loirinhos, como nos anúncios. Porém não são os únicos. São essas diferenças que tornam os EUA um país tão rico culturalmente, onde você pode encontrar, na mesma rua, restaurantes italianos, chineses, mexicanos e até brasileiros.

Sendo assim, não é de se surpreender que as famílias também façam parte dessa diversidade, pertencendo a diferentes etnias, religiões, culturas, sendo formadas por pais e filhos biológicos, adotivos, pais e mães solteiros, entre tantas outras diversidades.

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19 set 2010

O ano acaba, as amizades continuam…

Categoria: Au Pair is..., Viagens e Passeios

Por: Angeline

Algumas, das muitas coisas boas que ficam depois que o (s) ano(s) de Au Pair acaba são as amizades  que fazemos por lá. E isso não só entre as brasileiras.

Durante o programa conhecemos pessoas de todos os cantos do mundo. Há muitas au pairs da Alemanha, França, África do Sul, América Central e até mesmo algumas do Japão ou Coréia, só para dar alguns exemplos.

Nós em Connecticut

Nós em Connecticut

Depois que voltamos, a internet ajuda muito a manter o contato. Facebook e MSN são  ferramentas fundamentais que ajudam nisso.

Recentemente, conversando com uma amiga da Polônia, e sabendo que ela gosta de viajar, a convidei para vir conhecer o Brasil. Minha surpresa foi quando ela me falou que realmente viria. Decidimos uma boa data, dentro dos dias que ela poderia e, finalmente, há algumas semanas, a recebi no Brasil.

Fomos Au Pair no mesmo estado entre 2005 e 2006 e foi muito bom revê-la após 4 anos. Passamos 10 dias juntas, passeando por algumas cidades do Brasil, conhecendo um pouco a cultura do nosso país e lembrando-nos dos nossos tempos de Au Pair. Agora espero poder visitá-la na Polônia em futuro não tão distante para conhecer também um pouco do país e cultura dela.

Em Copacabana

Em Copacabana

Esse intercâmbio de cultura que o programa oferece, e não só entre nosso país e EUA, pode ser uma experiência riquíssima e é muito bom poder aproveitar as oportunidades. Não se isole só com um grupinho de au pairs brasileiras.  Permita-se conhecer pessoas do mundo todo e não perca o contato depois que voltar. Nunca sabemos quando e para onde será nossa próxima viagem.

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