18 jul 2010

DEPOIS DA VOLTA

Categoria: Au Pair is...

Por: Angeline

A volta pode ser difícil e depois que voltamos ao Brasil temos que continuar nossas vidas, de acordo com os planos que havíamos feito, até mesmo antes de embarcar. A readaptação pode não ser fácil, mas logo já nos sentimos  ”em casa” novamente.

Como eu havia planejado ficar até julho (estendendo o segundo ano por 9 meses),sabia que chegando já ia ter que começar a correr atrás de cursinho pré-vestibular, já que meus planos eram começar uma faculdade, de preferência pública.

Logo que cheguei, recebi um telefonema muito agradável e fui convidada a dar aulas de inglês na escola em que tinha estudado por vários anos, e aceitei o convite.

Assim logo comecei a trabalhar, o que foi uma ótima experiência, e fiz matrícula no cursinho, que acabou não dando certo.

Também comecei a conhecer muita gente nova, já que a maioria dos meus amigos  não estava mais na cidade. Em alguns meses a vida estava de volta ao lugar, mas ainda havia aquela saudade (que existe até hoje!).

No fim do ano prestei vestibular e passei. No começo do ano mudei de cidade e aí, novamente, foi começar uma vida nova. Só que dessa vez foi mais fácil: já estava acostumada a morar longe da família, já sabia me virar sozinha e fazer novas amizades não foi um grande problema. Nesse sentido, a experiência como Au Pair  foi muito válida, pois me tornei uma pessoa muito mais independente e prática, aprendendo a lidar com diversas situações.

Como estou fazendo Pedagogia, minha experiência profissional como Au Pair está diretamente ligada com essa escolha do curso. Algumas meninas perguntaram se essa experiência pode ser colocada no currículo. Acredito que dependendo do que se faz, pode sim e será de grande ajuda e valia.

Outro ponto na carreira profissional pra quem volta é o inglês, que já é fluente. Quem já estava estudando no Brasil ou se formou, uma boa opção pra quem está indo é procurar cursos relacionados à profissão que se deseja (continuar a) exercer quando voltar.

Assim, dá pra aliar crescimento pessoal e profissional e tirar (muito) proveito disso depois do retorno ao Brasil. Para isso só precisamos tirar proveito de todas as situações e correr atrás do que queremos.

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23 jun 2010

Compare Foods Supermarket

Categoria: Dicas

Por: Vivi

Compare Foods Supermarket

De repente bateu aquela saudade de comer alguma coisa que vcs so encontram no Brasil? Entao para as “sortudas” que moram em algumas cidades de Connecticut, Maryland, Massachusetts, New York, North Carolina, Rhode Island, South Carolina e Virginia, vcs iram encontrar o Compare Foods Supermarket.

Este mercado vende alguns produtos brasileiros como pao de queijo, salgadinhos, bolachas, chocolates, refrigerantes, sucos, achocolatados, farinha de mandioca, farofa, feijao, etc…na epoca do natal e possivel encontrar ate panetone e chocotone! Mas preparem o bolso…nao que os produtos sejam um absurdo de caro, mas comparando com produtos americanos semelhantes, os brasileiros acabam saindo mais caro (pra vcs terem uma ideia, uma latinha de Guarana Antarctica era vendida por US$ 1). Mas na hora da vontade, vale a pena gastar um pouquinho a mais rs!

Oh duvida cruel...o que comprar primeiro?!

Oh duvida cruel...o que comprar primeiro?!

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20 jun 2010

Minhas férias no Brasil

Categoria: Au Pair is..., Viagens e Passeios

Por: Angeline

Assim que decidi ficar mais um ano (acabei estendendo por mais 9 meses, na verdade) nos EUA como Au Pair, resolvi vir para o Brasil nas minhas 2 semanas de férias.

Uma amiga, que também havia estendido por mais um ano, também queria visitar o Brasil, então combinamos de ir juntas, já que além de morar em cidades vizinhas nos EUA, somos da mesma cidade no Brasil.

Compramos a passagem, na época pela Varig, que estava falindo, porém ainda estava realizando vôos (quando compramos a passagem ela ainda não apresentava que estava em crise). Chegamos no aeroporto no domingo e só conseguimos embarcar na terça-feira. Acho que posso considerar esses dias alguns dos piores dias da minha vida. Heheheh… ficamos esperando dois dias no aeroporto, sem saber se íamos ou não conseguir embarcar, sem contar a ansiedade em rever a família e amigos, que não víamos a quase um ano.

Porém, como não havíamos avisado nossas famílias no Brasil (eu só tinha falado pro meu irmão, que ia nos buscar no aeroporto), ninguém ficou preocupado. Nós duas fizemos uma surpresa pra família. Finalmente conseguimos embarcar e chegamos em GRU na quarta de manhã (ou seja, quase 4 dias pra chegar no Brasil). Graças à Varig perdemos alguns dias de Brasil. Meu irmão foi nos buscar e até hoje lembro da reação da minha mãe quando me viu. Foi engraçado, mas ela logo sacou que, se eu estava ali, era porque alguma coisa estava acontecendo. Falei então que havia pensando e tinha decidido ficar mais tempo nos EUA. Quando meu pai chegou em casa, foi preparado pela minha mãe, que ficou com medo dele ter um treco.

As quase duas semanas que fiquei no Brasil foram muito boas. Saía quase todos os dias, passava bastante tempo com a família, contando as novidades, assisti ao jogo da copa (era 2006) em que o Brasil perdeu, reencontrei amigos que não via há tempos, comi minhas comidas favoritas, tentaram me convencer a não voltar…enfim, foram duas semanas intensas.

Na volta ainda tivemos alguns problemas com a Varig, mas conseguimos chegar a Connecticut, fazendo uma parada em Miami.

Apesar de termos gastado uma grana, termos usado nossas semanas de férias, de todo o stress por causa do vôo, acho que fiz certo em vir pro Brasil, matar a saudade pra enfrentar mais um ano pela frente. Essa viagem me deu um gás novo e me fez perceber que não importa a distância, não importa o tempo: há coisas na vida que nunca mudam. E isso é muito bom!

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13 jun 2010

Copa do Mundo nos EUA

Categoria: Au Pair is..., Cultura

Por: Angeline

Churrasco na Copa de 2006

Churrasco na Copa de 2006

Diferentemente do Brasil, nos EUA as pessoas não param suas rotinas no meio do dia para assistir aos jogos. Prepare-se para assistir aos jogos em casa e provavelmente cuidando das crianças.

Por lá, o  futebol (ou soccer) não é tão popular como outros esportes (baseball ou american football) e, portanto, a Copa do Mundo não tem tanto destaque.

Em 2006 eu assisti aos primeiros jogos nos EUA. No jogo que caiu em um domingo, contra a Austrália, juntamos algumas brasileiras, amigos, namorados e quem mais quis e fizemos um churrasco na casa do namorado de uma das au pairs brasileiras. Foi bem legal, já que tinha gente de vários países (Alemanha, Canadá, Suíça…) e todos, menos um, estavam torcendo pelo Brasil.

Foi um ótimo jeito de assistir ao jogo e, de certa forma, diminuir um pouco a saudade do Brasil, com um legítimo churrasco brasileiro, com direito até a uma salada de maionese e farofa.

Como vim de férias para o Brasil no meio da copa, assisti à derrota do Brasil para a França nas quartas de final por aqui e, sim, é sempre decepcionante. Quando voltei aos EUA tive que ouvir piadinhas vindas de todos os lados, mas me recuperei. RS

Esse ano vamos torcer, cada uma de onde estiver, do jeito que der, que se tudo der certo o BRASIL vai ser campeão!

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23 mai 2010

O Retorno – minha experiência.

Categoria: Au Pair is..., Medo

Por: Barbara Anderaos

No aeroporto: passei pela Receita Federal sem problemas, ainda bem, porque eu só tinha 24 dolares na carteira. Foi tudo o que restou depois de 2 anos nos Estados Unidos. No regrets. Vi a família, chorei um pouquinho, ganhei uma flor e fomos almoçar num restaurante pra encontrar outros parentes. Eba!

O resto: tudo parece maravilhoso, os amigos continuam seus amigos, eu sabia onde estava e não tinha mistério algum andar pelas ruas. Eu estava “de volta pra casa…” como cantou Cassia Eller. Consegui um emprego de professora de ingles em 1 mês.

Depois: a rotina dos amigos chegaram e eu não fazia parte dela. Meu quarto já não era tão meu, achei que tinha chegado a hora de virar visita na casa dos meus pais. O emprego era legal, mas as condições nem tanto. As ruas da cidade nunca estiveram tão sujas, nem sabia que minha cidade tinha o maior número de gente feia e mal educada por metro quadrado.

Durou 1 ano e meio, eu cansei e estava bem desiludida com meu país. Tudo estava errado. Voltei pros States. Tinha um namorado por lá e muitos amigos, que me acolheram por 6 meses, o tempo do meu visto de turista. Vivi meu “California Dream”, mas não deu certo, desmanchei com o namorado no aeroporto, quando estava retornando ao Brasil e tudo que trouxe comigo dessa vez, além das dezenas de Victorias Secret pra vender no Brasa, foi um certificado de inglês, o CPE.

Dessa vez eu voltei bem focada. Peguei meu seguro desemprego, fiz o cursinho semi intensivo e passei na faculdade que queria. Estou ‘a beira de completar 27 anos de idade. Cidade nova, casa nova, amigos novos, faculdade nova. Parece até mesmo um segundo intercâmbio, mas dentro do Brasil. Continuo dando umas aulas de ingles pra complementar a renda, mas agora eu cobro um pouquinho mais. Eu tenho CPE poxa vida! rs…

Uma coisa a gente aprende com esse tal Au Pair: a recomeçar sempre que for preciso e sem grandes medos.

ps.: minhas 2 irmãs tb foram au pairs. Qd voltaram conseguiram ótimos empregos, melhores do que os q tinham qd embarcaram e antes dos 30 anos compram um imóvel. Uma é jornalista e a outra auditora. Eu escolhi ser professora.

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