Assim que decidi ficar mais um ano (acabei estendendo por mais 9 meses, na verdade) nos EUA como Au Pair, resolvi vir para o Brasil nas minhas 2 semanas de férias.
Uma amiga, que também havia estendido por mais um ano, também queria visitar o Brasil, então combinamos de ir juntas, já que além de morar em cidades vizinhas nos EUA, somos da mesma cidade no Brasil.
Compramos a passagem, na época pela Varig, que estava falindo, porém ainda estava realizando vôos (quando compramos a passagem ela ainda não apresentava que estava em crise). Chegamos no aeroporto no domingo e só conseguimos embarcar na terça-feira. Acho que posso considerar esses dias alguns dos piores dias da minha vida. Heheheh… ficamos esperando dois dias no aeroporto, sem saber se íamos ou não conseguir embarcar, sem contar a ansiedade em rever a família e amigos, que não víamos a quase um ano.
Porém, como não havíamos avisado nossas famílias no Brasil (eu só tinha falado pro meu irmão, que ia nos buscar no aeroporto), ninguém ficou preocupado. Nós duas fizemos uma surpresa pra família. Finalmente conseguimos embarcar e chegamos em GRU na quarta de manhã (ou seja, quase 4 dias pra chegar no Brasil). Graças à Varig perdemos alguns dias de Brasil. Meu irmão foi nos buscar e até hoje lembro da reação da minha mãe quando me viu. Foi engraçado, mas ela logo sacou que, se eu estava ali, era porque alguma coisa estava acontecendo. Falei então que havia pensando e tinha decidido ficar mais tempo nos EUA. Quando meu pai chegou em casa, foi preparado pela minha mãe, que ficou com medo dele ter um treco.
As quase duas semanas que fiquei no Brasil foram muito boas. Saía quase todos os dias, passava bastante tempo com a família, contando as novidades, assisti ao jogo da copa (era 2006) em que o Brasil perdeu, reencontrei amigos que não via há tempos, comi minhas comidas favoritas, tentaram me convencer a não voltar…enfim, foram duas semanas intensas.
Na volta ainda tivemos alguns problemas com a Varig, mas conseguimos chegar a Connecticut, fazendo uma parada em Miami.
Apesar de termos gastado uma grana, termos usado nossas semanas de férias, de todo o stress por causa do vôo, acho que fiz certo em vir pro Brasil, matar a saudade pra enfrentar mais um ano pela frente. Essa viagem me deu um gás novo e me fez perceber que não importa a distância, não importa o tempo: há coisas na vida que nunca mudam. E isso é muito bom!


No primeiro ano, quando morava em Connecticut, fizemos um mural com fotos de algumas tradições brasileiras, de algumas cidades e também, em um mapa do Brasil, colocamos tachinhas com nossos nomes, que pregamos em cima da cidade que cada uma nasceu ou morava. Levamos também alguns CDs de MPB, que deixamos tocando bem baixinho pra não atrapalhar as meninas dos outros países. Pra comer, preparamos brigadeiros e pão de queijo e levamos guaraná pra servir. Sempre é um sucesso e logo nossas “chocolate balls” acabaram. Como havia muitas au pairs no estado, as counselers de diferentes clusters se juntaram e fizemos uma única feira, que foi muito boa pra conhecermos pessoas que não conhecíamos nas reuniões mensais.
lanches com carne moída e levamos guaraná (nunca foge muito disso quando temos que preparar comidas típicas do Brasil). Fizemos um vídeo com fotos nossas, das nossas cidades, famílias no Brasil e host families e também, uma das meninas brasileiras fazia parte de um grupo de capoeira e convidou algumas pessoas para fazer uma apresentação. Foi tudo bastante legal.










