Pode ser um ano, pode ser dois anos, mas a hora de voltar chega. E quando ela chega, como nos sentimos?
Quando a gente volta todo o processo de adaptação começa do zero e aí você se lembra de todas as fases desse processo que você ouviu no dia da orientação.
Pode parecer mais simples voltar, mas posso dizer não apenas por mim, mas por muitas meninas que conheci, que a volta muitas vezes é mais difícil.
A gente aprende a amar aquela cidade no meio do nada no subúrbio. Aprende a amar as crianças que são deixam louca, a neve que quase congela, os hosts, a família dos hosts, os vizinhos, o carro automático, nosso quarto, enfim, a gente se apega muito a tudo que lá podemos chamar de “nosso” (”my kids”, “my room”, “my car”, “my house”…rsrs)…materialmente não é nada “nosso”, mas no coração é “nosso”, sim!
As amigas e AMIGAS mesmoooo….meninas de todas as partes do mundo que se tornaram nossas grandes companheiras de aventuras, meninas de tão longe, que dividiram com a gente esse sonho de ser au pair.
Além da despedida, tem o medo de ficar imaginando como será nossa vida quando voltarmos. Preocupações se vamos arrumar emprego, se os investimentos em estudos valeram a pena, se vamos conseguir realizar o que planejamos, se o inglês é bom o suficiente.
Mas a hora chegou e vamos ter que encarar tudo de frente e com a mente e o coração abertos da mesma forma que encaramos a vida de au pair.
No final do meu ano como au pair (fiquei 1 ano, renovei por 6, mas fiquei só mais 3), eu não via a hora de voltar. A saudade aperta a cada dia e eu já não aguentava mais pensar em como fazer minhas coisas caberem em apenas 2 malas.
Já no Brasil o primeiro mês é aquela euforia. Todos os dias uma festa, um encontro, uma amiga para visitar. Depois as coisas de acalmam e você começa a achar um absurso certas coisas no Brasil (fase 1 cultural shock), é como se você quisesse continuar fazendo as coisas “à americana”. Fora que a cada frase saem palavras em inglês e você se surpreende com a falta que falar inglês te faz. Logo você arruma um emprego e aos poucos vai se “desligando” e focando no presente, fazendo planos, se acostumando que no Brasil ninguém usa cinto de segurança mesmo, os políticos não são punidos, e volta a comer almoço no almoço e lanche na janta….rsrsrs
Esta foi um pouco da minha experiência. Cada pessoa reage de um jeito.
Para terminar vou colocar esta música do John Mayer que eu adoro.
Faz uma analogia do tempo com um trem, fala de amadurecimento, ficar mais velho. Na música é como se ele quisesse parar o trem e ir para casa, mas o trem não para. A parte mais legal é quando ele diz que pede um conselho para o avô e ele diz: “Não pare este trem. Nem por um minuto mude o lugar que você está. Honestamente, você nunca irá parar este trem”.
Meninas, desculpem se fui muito nostálgica, mas sempre me empolgo quando falo da minha viagem.











