3 jan 2010

Viajando para fora dos EUA no segundo ano

Categoria: Au Pair is..., Viagens e Passeios, ferias

Por: Angeline

Uma das perguntas mais freqüentes em relação ao segundo ano é sobre as viagens pra fora dos EUA.

A resposta que o AU PAIR IN AMERICA dá é que, no segundo ano, o status do visto J-1 é renovado, porém a data do visto no passaporte estará expirada, já que esse tipo de visto tem duração de 12 meses.  Sendo assim, com exceções, você só poderá sair do país enquanto a data do J-1 do seu passaporte ainda estiver valendo.

Au Pairs no segundo ano poderão viajar livremente para Porto Rico e U.S. Virgin Islands.

Para alguns lugares, como o Canadá, México e as ilhas do Caribe (exceto Cuba), há uma “revalidação automática”, mas a viagem não pode durar mais que trinta dias e também a au pair não poderá ter dado entrada para um outro visto. Para essa revalidação automática são necessários alguns documentos: a extensão do DS 2019, o cartão I-94 válido (aquele papelzinho que é dado pela companhia aérea) mostrando que o período de admissão ainda é válido, junto com o J-1, além do passaporte dentro da data de validade.

Porém, apesar de o Governo ter informado que Au Pairs no segundo ano podem viajar com o visto expirado (com essa “revalidação automática”), fica a cargo da Alfândega (Custom) e Border Patrol determinar se alguém entra ou não nos Estados Unidos. Há, assim, sempre um risco da entrada ser negada caso o visto esteja expirado.

Outra coisa que se pode fazer é, com todos os documentos em mãos, vir ao Brasil e renovar o visto (o que pode não ser tão simples).

Sendo assim, se você quiser viajar a outros países, é melhor que o faça no primeiro ano e não fiquei arriscando de sair do país com o visto vencido. Caso queira muito viajar pra fora do país, sua counseler poderá te ajudar e aconselhar nesse processo.

Nesse link http://aupairinamerica.com/resources/travel_and_flights/travel_outside_us.asp você acha todas as informações necessárias sobre as viagens pra fora dos EUA no segundo ano.

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24 dez 2009

Host Family ou amigos no Natal?

Categoria: Au Pair is..., Cultura, Dicas, Fotos, Viagens e Passeios

Por: Barbara Anderaos

Como fui Au Pair por 2 anos, tive duas experiências diferentes em cada Natal.

No meu primeiro ano eu decidi passar o dia de Natal com a minha host family já que seria uma experiência e tanto, como nos filmes,  acordar cedinho para abrir os presentes em volta da árvore e ser surpreendida com tantas caixas para todos os membros da familia, incluindo a Au Pair! Fora a neve que normalmente cai e posso dizer que tive um White Christmas, o que todos esperam para ter um Natal ainda mais tradicional com tudo branquinho do lado de fora da casa. Isso foi em Boston.

No meu segundo ano eu não queria ficar com a host family. Resolvi viajar com um grupo de amigas para esquiar em Lake Tahoe. Então logo pela manhã do dia 25 de dezembro eu me despedi da família, trocamos nossos presentes bem rapidinho e fui pra estrada! Nessa época eu morava em San Clemente, sul da California. Alem de esquiar por 3 dias, nós fizemos uma road trip pela PCH (Pacific Coast Highway).

Road trip no Natal 2006

Road trip no Natal 2006

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19 nov 2009

Homesick no segundo ano?

Categoria: Dicas, Medo

Por: Angeline

É possível??? Sim!

Pode não ser algo que acontece sempre, mas é mais comum do que a gente imagina.

Eu fiquei homesick nos primeiros meses do meu segundo ano como au pair e tenho amigas que se sentiram do mesmo modo.

Após decidir ficar mais 9 meses, vim para o Brasil e fiquei as duas semanas de férias por aqui, matando a saudade da família e dos amigos.

Ao voltar para os EUA aproveitei meus últimos meses com os amigos e com a host family e então chegou a hora de ir para uma outra host family, em um outro estado, do outro lado do país (como já contei em http://www.aupairis.com/ficar-ou-nao-ficar-mais-um-ano-mudar-ou-nao-de-familia/).

Chegando na nova família, passei algumas semanas com uma amiga que era au pair da família que eu iria morar e isso foi ótimo. Nem sentia as semanas passarem. O problema foi quando ela foi embora.

Os únicos pensamentos que vinham na minha cabeça eram que eu tinha me mudado de um lugar que gostava, onde tinha amigos e me dava muito bem com a família para um lugar estranho, onde teria que começar tudo de novo. Pensava que estava indo morar com uma outra família e que essa família não era a minha. Fiquei meio depressiva no começo. Não queria fazer amigos, pois não queria ter que deixá-los, como havia feito anteriormente. Separações podem ser bastante dolorosas.

Fiz uma amiga apenas e no começo isso pra mim foi o suficiente. Não saía muito de casa. Passava a maior parte do meu tempo livre no meu quarto, lendo ou no computador. Ficava bastante tempo também com a host family, que é uma ótima família. Recebia emails da counselor sobre novas au pairs na região mas não entrava em contato com elas.

Comecei então a perceber que esse não era um comportamento que estava me fazendo bem. Foi aí que conheci outras au pairs e comecei a sair mais. Inscrevi-me num curso de italiano e adorava as aulas. Comecei a aproveitar meus finais de semana para conhecer novos lugares. Conheci muita gente nova e isso fez com que o meu segundo desse uma guinada. Os meses seguintes passaram voando. Aproveitei muito! E quando vi, já era hora, mais uma vez da separação. Dessa vez lidei melhor com a situação, já que estava indo de volta pra casa, com a minha família e amigos.

Mas fica a dica: caso você se veja nessa situação, o melhor que tem a fazer é sair de casa, fazer amigos e aproveitar bastante a vida. Não adianta nada ficar deprê, trancada no quarto. Como minha counselor me disse, temos que encarar as coisas novas e entender que o passado ficou pra trás. Temos que viver o agora da melhor forma, porque depois ainda olharemos para trás e sentiremos saudades. Aliás, saudades é um sentimento que estará sempre presente na vida de quem fez essa escolha de “sair de casa”.

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28 out 2009

Ficar ou não ficar mais um ano? Mudar ou não de família?

Categoria: Dicas

Por: Angeline

Quando decidi estender o programa por mais algum tempo a grande dúvida foi: fico ou não fico na mesma família? Eu nunca fui uma pessoa que teve certeza em todas suas decisões e essa então não seria uma situação diferente.

Poucos meses antes de receber a carta de extensão eu estava certa de que ao final do primeiro ano voltaria ao Brasil. Porém ao receber aquele pacote veio a dúvida. Pensei muito a respeito, até que decidi que ficaria mais algum tempo por lá. Já que estava lá mesmo, por que não aproveitar???

A minha Host Family havia me dito que não iria continuar no programa e só mudariam de ideia caso eu quisesse ficar com eles. Não foi uma decisão nada fácil. Já estava acostumada com a família, apegada às crianças, tinha várias amigas queridíssimas e até mesmo um namorado.

A primeira decisão que tomei, e não foi nada fácil, foi a de que eu mudaria sim de família e estado. Queria conhecer coisas novas, lugares novos, novas experiências. Pronto: decisão tomada. Comecei a receber vários telefonemas de famílias interessadas. Cada uma de um canto: NY, Texas, Chicago, DC. Famílias bem diferentes umas das outras, com filhos grandes, bebês, filho único, 3 filhos, judias, católicas… O que fazer??? Conversei muito com cada família (muuuitas ligaram). Fiz mais ou menos um perfil da família que gostaria. Fui filtrando cada vez mais. Foi então que uma amiga minha do Brasil de longa data me disse que sua Host Family, que mora numa cidade no estado de Washington, próxima a Seattle, estava procurando uma AuPair, pois ela estava voltando pro Brasil. Fomos para os Estados Unidos com poucas semanas de diferença uma da outra, então a data coincidiria. Ela me disse que os hosts gostaram de mim e que estavam interessados. E eu ainda muito confusa sobre o que fazer. Continuei conversando com as famílias até o prazo limite. Como eu já sabia como era a host family da minha amiga, já que conversávamos muito, sempre trocando experiências, decidi fechar com eles. Foi uma ótima decisão: eles são uma ótima família e a experiência de ter morado em dois estados tão diferentes foi maravilhosa (no primeiro ano morei em Connecticut). Sempre conversava e visitava minha primeira Host Family e ainda tenho um carinho muito grande pelas duas famílias.

Para quem está pensando em estender fica a dica: pense nos seus objetivos, sobre o que quer, se quer mesmo ficar com a mesma família e, caso queira mudar, converse com várias famílias antes. Não tenha pressa em arranjar uma o mais rápido possível, converse muito, pergunte tudo o que achar necessário, afinal é com ela que vai passar o próximo ano.

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23 out 2009

Mantenha contato com a Host Family

Categoria: Dicas

Por: Angeline

Se você está renovando o programa e vai morar com outra família ou está vindo embora para o Brasil, não deixe de manter contato com sua Host Family.

Pode até ser que a experiência que você teve com a família não foi das melhores ou não foi como você imaginava que pudesse ter sido, mas não se desligue dela bruscamente.

As crianças são muito sensíveis e se apegam muito às suas au pairs – as vezes podem até mesmo não demonstrar isso, mas se apegam. Muitas vezes nós au pairs  ficamos mais tempo com as crianças do que os próprios pais  ficam e isso faz com que elas passem a ter um carinho muito grande por nós (e o contrário também é verdade – a gente acaba se apegando muito às kids, mesmo que nossa relação com elas não sejam das melhores).

Antes de ir embora, vá preparando as crianças. Explique o motivo pelo qual você está indo, para onde vai. As crianças geralmente querem mais atenção quando estão nessa situação de “perda”, então tente dar a ela essa atenção e seja paciente. Não é fácil nem pra você nem pra ela esse “desligamento”, mas você terá mais noção do que está acontecendo. Diga que você está indo, mas que continuarão a ter contato, a se falar e que sentirá saudades também.

Ao se mudar, mesmo que esteja super ocupada, cheia de coisas pra fazer, tente arranjar um tempinho para ligar, mandar email, carta para a família. Para as crianças é importante saber que você não desapareceu da vida delas. Com o tempo elas se acostumarão com o fato de você estar longe e de, provavelmente, haver uma outra pessoa lá com elas.

Não deixe de manter o contato. Telefone de vez em quando. Mande fotos atuais, e peça para os pais mandarem pra você foto da família também. Mande cartões no Natal e aniversários. Se você tiver a chance, visite-os. É natural que com o tempo esse contato esfrie, mas mande notícias de vez em quando. É sempre bom receber emails dos pais contando os avanços, aprendizagens, experiências que as crianças estão tendo, afinal, foi com elas que passamos grande parte de um ano inteiro.

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