17 out 2009

Cuidei de trigemeos e sobrevivi!

Categoria: Au Pair is..., Dicas

Por: Barbara Anderaos

E’ um fato de que as familias americanas sao numerosas em filhos e tambem e’ bem comum encontrar gemeos e trigemeos. Este ano quem ficou bem famosa no ramo foi a OctoMom! Imaginem so’ cuidar de 8 bebes ao mesmo tempo?? Isto sim seria uma loucura. Acho que umas 3 au pairs dariam conta do trabalho.

No meu segundo ano como au pair fui trabalhar para uma familia com trigemeos. Toda vez que eu falo isso naturalmente surgem os comentarios “Ohhhh meu Deus!”; “Quanto trabalho!”; “Como voce sobreviveu?”.

Logo vinham as minhas respostas para confortar o desespero de todos:

  • Eles ficavam na escola das 8h as 14h e logo depois tinham treino de futebol ou aula particular de matematica ou aula de piano;
  • eles tinham 11 anos;
  • 1 menina e 2 meninos;
  • Muita licao de casa pra fazer.

Basicamente meu trabalho era:

  • Ser uma motorista particular;
  • Espera-los ate terminarem suas atividades como futebol ou ler um livro enquanto tocavam piano;
  • Preparar o lanche da escola;
  • Lavar e secar a roupa (tem maquina pra tudo), dobrar e guardar;
  • Preparar o jantar e limpar a cozinha;
  • Ficar no pe deles ate terminarem a licao de casa;
  • Administrar algumas brigas entre eles, mas eram apenas discussoes, nada de se bater.

A vantagem deles terem a mesma idade e’ que as atividades eram, quase todas, ao mesmo tempo e todos estavam no mesmo grau de maturidade e educacao. Eles se ajudavam na licao de casa, pois estavam aprendendo as mesmas materias. O que eu falava era entendido por todos, nada de mimicas ou sinonimos para as palavras mais dificeis.

O trabalho era tranquilo, ate porque eles eram otimas criancas, com suas particularidades bem especiais e’ claro. Contudo, eu trabalhava as 45h semanais e so tinha 1 dia e meio de folga. Era puxado, mas nada se compara a vomitos, choradeira e fraldas recheadas!


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1 out 2009

Ficar ou não o segundo ano? Eis a questão!

Categoria: Dinheiro

Por: danigabriel

DVIDA_~1Há apenas dois meses da decisão de renovar o contrato de au pair meus cabelos já estão ficando branquinhos (acabei de puxar um fio agora mesmo!) Como a maioria sabe (e se você não sabia, vai saber agora) toda au pair pode renovar seu contrato com a agência por mais:

*6 meses

* 9 meses ou

* 12 meses

Desde que: tenha cumprido os créditos/hora aula exigidos pelo Governo americano e os comprove com documentos da instituição de ensino que frequentou.

Isso significa que além do seu primeiro ano como au Pair é possível extender o programa de intercâmbio de acordo sua vontade. Você pode continuar com a mesma família ou mudar de família. E por aí começa a dor de cabeça da au pairzada que já se encontra na terra do tio Sam.

Com certeza este é um tópico que tem me assombrado desde o primeiro dia que cheguei no país. Renovar ou não? Eis a questão. Uma decisão já tomei: com a mesma família não. Para continuar com a mesma família é preciso colocar na balança as vantagens e desvantagens. No meu caso o mais importante é conhecer diferentes lugares. Morando aqui em Ohio fica dificil pelo custo das passagens. Porém o difícil mesmo é tomar a decisão de ficar ou não. O resto são detalhes.

Fatores que pesam na hora de renovar:

Conhecer todos os lugares que qeria viajar?
Comprou tudo que tinha vontade no país?
Está se sentindo realizada com suas experiencias aqui?
Tem namorado nos EUA?
Tem namorado no BRasil?
Ama muito sua host family? (äs vezes acontece)
Quer estudar nos Estados Unidos com o visto de estudante?
Quer terminar sua faculdade no BRasil?
Ja é formada e precisa trabalhar no BRasil?
Já é formada mas quer fazer outra faculdade nos Estados Unidos?

E, principalmente e absolutamente: saudade da família. Essa meus amigos leitores, é a pedra no meu calcanhar. Cada dia eu penso diferente sobre este tema. Quando estou feliz aqui, penso em ficar e quando tenho algum problema com as kids ou meus hosts penso em voltar. No fim das contas acho necessário pesar tudo e ver o que é melhor para cada pessoa, afinal cada au pair vem em busca de algo diferente.
Para mim que não penso em ficar nos Estados Unidos para sempre, nem me arrumar por aqui, dois anos parece ser um pouco demais. No entanto, tenho medo do grande inimigo da volta: o arrependimento. Já pensou aterrizar e querer voltar? Este é literalmente um dos pesadelos que tenho. As vezes sonho que estou no Brasil, esqueci das passagens de volta e não posso voltar. Maior desesperooooo.
A verdade é que pro segundo ano temos que nos analisar para fazer essa decisão. Então pensem com cuidado, coloquem seus maiores interesses na cabeça (seja qual for seu objetivo na vida) e se pergunte: O que eu quero da vida inclui ficar nos Estados Unidos ou voltar pra casa? Pra comida brasileira? Pro emprego do dia-a-dia? (em mente que estou à base de feijão de latinha há 5 meses)
Eu ainda estou pensando e espero ter a resposta para esse bug do segundo ano que está na minha cabeça. Com certeza meu coração vai me dar a resposta certa.

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